Terça-feira, 9 de Junho de 2009

contas em dia & marias e maneis

hoje foi dia de pôr as “contas em dia” aqui no diário e isso significa normalmente colocar aos olhos de todos as “prendinhas” que me vão chegando (e que bom que é recebê-las) pelo e-mail.

para quem quiser conferir as novidades é só passar na secção respectiva.

mas hoje é também um dia especial, isto porque uma das participações é de uma “senhora maria”, maria porque tem nome, maria porque é verdadeiro e maria porque segundo ela, na sua geração, todas as mulheres eram “marias de qualquer coisa”.

na verdade, esta leitora maria, já passada dos 60 como ela me fez saber, fez-me pensar muito enquanto lia o e-mail que me escreveu. agradeço as suas lindas e verdadeiras palavras e sobretudo, sábias, de quem realmente sabe da vida.

não vou aqui transcrever o e-mail porque é muito pessoal mas realço, comentando, alguns pontos que considero os mais fortes e mais verdadeiros. é bem verdade cara maria, a juventude que se pensa por vezes muito “modernaça” acaba, muitas vezes sem saber, por apenas voltar às raízes, às suas próprias raízes, aquelas que muitas das vezes renega como se fossem motivo de vergonha para alguém. antes de haverem grandes cidades só haviam pequenas cidades e antes delas vilas e aldeias e nelas reside a pureza da vida e também, como me fez ver, da sexualidade.

a leitora maria lembra-me que “jogos de pepinos” (cenouras e outros vegetais e etc e tais) já eram “entretenimento da sua mocidade” para as mais “afoitas”, o sexo (homem-mulher) não era bem aceite nem visto e as “vontades” todos e todas as tínhamos como vocês têm agora (ou mais ainda).

ela conta ainda que as “experiências transcendentes” na forma como falamos delas agora, da homossexualidade ou bissexualidade, das “amigas” mais “amigas” sempre existiram, só que na altura chamávamos-lhe “primas”, que sempre foram “primas” ou de onde acham que vem a expressão “quanto mais prima, mais se lhe arrima”.

a amiga maria, que recusa ser dona de algo mais do que o seu próprio nariz, lembra também acerca das visitas ao campo, ao pinhal ou a outra qualquer lugar campestre - “oh minha amiga, nós estávamos lá os 365 dias por ano” – “não havia capots de carros, mas havia carros de bois e na falta deles muito feno onde deitar”.

e assim, seguindo as ideias que foi lendo aqui no diário, resolveu pegar no seu “manel” e lançar-se na aventura, na aventura de reviver o passado à luz do presente, pela primeira vez “rapei a passarinha” e “olhe que até gosto, fica mais fresca agora para o verão” – diz com um sorriso implícito. e pronto, o resto, foi o que se viu ou o que vai ver agora.

tive curiosidade e perguntei-lhe como conseguiu fazer as fotografias e enviá-las por e-mail. respondeu-me que era “velha” mas não era “burra” e desde que se reformou há cerca de 2 anos e meio que tem frequentado diversos cursos de computadores e internet que existem na junta de freguesia onde mora “aquilo das rendas, ponto-cruz e tricots não é para mim, aquilo é para gente velha de espírito e ainda nova de corpo”, “eu sou o contrário, já vejo muito mal para essas coisas mas ainda apalpo muito bem” – rematou.

há dias assim, em que nos sentimos realmente pequeninos no mundo e mesmo achando-me “madura”, senti que estou bem mais “verde” do que pensava.

o meu obrigada à maria, ao manel,  e a todas as marias e maneis que por aí andam, incógnitos.

sinto-me: de lágrima no canto do olho
banda sonora: christina aguilera - beautiful
publicado por diariodeumamulhermadura às 11:48

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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

apenas mais uma “explicação”

mal ouvi a campainha tocar fiquei logo nervosa – que raio se passa comigo – pensei para comigo – tu estás louca ou a enlouquecer? é apenas um miúdo, como te pode ele por assim só por olhar para ti?. prometi a mim mesma não pensar no assunto e dedicar-me com o profissionalismo possível à missão que tinha pela frente, “explicar”.

abri-lhe a porta quase sem respirar mas, na verdade, ele entrou normalmente e sem me olhar de cima a baixo como na vez anterior e rapidamente perguntou se podíamos ficar na mesa da sala porque precisava de escrever – boa! – pensei eu – ele deve ter percebido a figura que fez da outra vez e deixou-se de brincadeiras. na realidade penso que ele estava realmente nervoso, creio que precisava mesmo de ajuda, ao contrário do dia anterior, e fomos directos ao assunto.

debatemo-nos por algum tempo com as dúvidas dele e aquela hora passou a voar – tem mais tempo para mim? – perguntou ele olhando para o relógio – tem?! – pensei eu de imediato – sacana do puto agora já me trata por “senhora”, sou alguma velha ou quê?sim, quer dizer, se ainda tiveres mais dúvidas e precisares do meu apoio podemos continuar.

ligou à mãe a explicar a situação não fosse ela não concordar e pensar que era eu que estava a tentar “fazer render o peixe” e lá continuamos com os estudos. passados uns 20 minutos chegamos a uma conclusão e ele finalmente percebeu a matéria e esclareceu as dúvidas. desculpe! se soubesse que não iria demorar tanto nem lhe tinha pedido mais uma hora, assim deve ter perdido algum compromisso por minha causa, desculpe!não, nada disso, se aceitei foi porque não tinha nenhum compromisso e já agora podes (e deves) tratar-me por “tu”, ou pareço-te assim tão velha?velha? não, não, nada disso, desculpa, não quis ofender!eu sei que não, estava a brincar contigo.

posso beber um copo de água?ah claro, desculpa, nem te ofereci nada, que cabeça a minha! levantei-me e fui até à cozinha – queres mesmo água ou preferes outra coisa? - @#%^* - o que disseste? – perguntei eu – nada nada, água está óptimo, tenho mesmo é sede! – ele tinha claramente dito alguma coisa e não era o que me respondeu depois mas achei melhor não pegar no assunto.

olha, posso pedir-te uma coisa? – disse ele – sim, o que se passa?nada de mais era só que se realmente não tens nenhum compromisso eu ficava aqui mais uns minutos só para não ir já para casa, é que disse à minha mãe que ia precisar de mais tempo e se chegar cedo ela vai chatear-me a sérioah ah, ok, não tem problema, também estou a precisar de companhia. vives sozinha? – disse ele com cara de espanto -  sim, vivo, porquê?não, pensava que moravas com algum namorado ou marido, sei lá!sorri, não, não sou casada! – depois de uma pausa de alguns segundos retorquiu – mas não deve ser por falta de candidatos! – sorri novamente e não disse nada, na verdade aquele tipo de “piropos” inocentes até estavam a ter a sua piada.

senti novamente aquela sensação do dia anterior em que parecia que a cada olhar ele me despia, aquele miúdo estava a “comer-me” com os olhos, mas porquê, porquê eu? deve haver na escola dele umas 100 miúdas da idade dele bem mais “apetitosas”, decidi ver até onde ia, mas sem exagerar nas provocações ou ser muito descarada mas um simples descruzar de pernas (simples e não ao estilo sharon stone) ou o colocar de um pé apoiado mais alto no apoio da cadeira foi mais do que suficiente para que os seus olhos se fixassem nas minhas coxas e o deixasse quase a suar ;)

que é que este miúdo pensará da vida – cheguei a questionar-me – se eu lhe der um sopro ele cai como um castelo de cartas. confesso que essa ideia de poder ou de controlo absoluto me chegou a pensar em algo mais abusado, mas a consciência falou mais alto e consegui recalcar os meus instintos.

olha, não te estou a querer mandar embora mas acho está na tua horaah, pois, está, como o tempo passa! – respondeu ele com uma voz meio gaguejante – pegando lentamente nas coisas que trouxe foi arrumando e por fim levantou-se para sair, percebi rapidamente o porquê de tanta demora, ele estava nítida e visivelmente excitado, era impossível de esconder o “alto” dentro das suas calças de fato-de-treino, fingi que não reparei e conduzi-o à porta. ele tapando como pode com os livro o que se passava lá se foi despedindo. já fora da porta disse – ah, olha, já me ia esquecendo, para a semana não venho, faço anos e fazer 18 anos é só uma vez!sim, tens razão, aproveita bem então o que te resta dos 17 então, a partir da próxima semana a tua vida muda e muito, vai por mim que eu sei!

sinto-me: confusa qb
publicado por diariodeumamulhermadura às 12:20

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