Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

inesperada sedução – na depilação

a caminho de mais uma visita à minha amiga das “depilações arrasadoras” pensava em como a minha vida andava chata e sem graça ultimamente, estava literalmente como o tempo que fazia, cinzento, chuvoso e sem a menor vontade de melhorar.

mal entrei na sala de espera o meu dia melhorou a “olhos vistos”  um “homenzão daqueles” aguardava sentado junto à entrada. que faria ele ali - pensei eu para comigo mesma – devia estar à espera da namorada ou mulher - pensei eu uma vez mais.

não passaram mais do que alguns minutos para que ela aparecesse por detrás da sua porta soltando um dos seus “ois” que enchem a casa. dirigiu-se a mim e olhando para o “rapagão” disse: “menina você num tem nenhum lugar onde ir? é que aqui vai demorar um pouco!” percebi de imediato pelo olhar dela que quem estava à minha frente na sessão de “arranca pêlos” era o “rapagão” mas como não tinha mesmo o que fazer nem onde ir decidi esperar ali mesmo.

a sessão estava mesmo demorada, ouvia alguns “gemidos” do interior do gabinete dela realmente se para nós não é nada fácil expormo-nos às ceras imagino para eles. depois de mais de 1 hora lá se abriu a porta e ele saiu, troquei com ele um olhar “matador” na saída como que cobiçando aquele pedaço de homem, coisa que não costumo fazer mas, como disse, a minha vida anda mesmo sem graça nos últimos dias

depois de ela preparar a sala chegou a minha vez e lá entrei. enquanto me preparava para o “massacre” a conversa não podia ser outra – o rapagão que acabara de sair. a minha curiosidade era muita, mas tinha vergonha de perguntar fosse o que fosse, sabia como ela era profissional no seu trabalho e por certo não iria fazer muita conversa acerca do cliente anterior (como eu não iria gostar que fizesse com o seguinte a meu respeito, certo?). mas não resisti a lançar uma “farpa” dizendo – não sei como aguentas aqui dentro com um homem daqueles  é o meu trabalho menina – respondeu ela. mas vêm aqui muitos homens? perguntei eu admirada. muito não, mas alguns sim, nos últimos 2 anos têm vindo mais. os homens também estão querendo se por bonitos num sabia não?

mas vem tirar os pêlos?! eu gosto de ver os homens com pêlos ;) claro, não macacos, mas com pêlos, acho muito masculino. ah, é uma opção né? tem quem não goste. muitos não gostam ou pela sua profissão preferem não ter pêlos e tudo mais. a conversa parou rapidinho quando a primeira placa de cera foi arrancada da minha virilha direita que foi menina – disse ela? ainda não está habituada não? já fizemos algumas vezes, não vai se amedrontar agora vai? tá sabendo, até homem que nessas coisas de sofrer é bem mais fraco que nós faz isso! faz? não consegui conter-me e perguntei. ele também  fez as virilhas? ah menina, tava pensando o quê, tem homem que faz tudo, igual a você! ;) achei que ela estava a gozar comigo, não era capaz de imaginar um homem com cera em volta do seu “mais que tudo” e arrancar mas ela explicou-me que há muitos que o fazem, alguns cortam primeiro outros colocam uma loção que amacia o pêlo e abre os poros de forma a não magoar tanto pois os pêlos deles são bem mais grossos e fortes mas fazem.

fiquei em choque, percebi pela conversa dela que o “rapagão” além de bonito “como tudo” ainda partilhava comigo o facto de andar limpo e liso que nem um bebé ;) ri sozinha imaginando a cena. imaginação interrompida por mais umas quantas placas de cera a serem violentamente arrancadas (estou obviamente a brincar ela é um amor).

quase de saída ela pergunta-me, mas porque tanta pergunta com o homem? ficou mesmo vidrada nele! ;) não, mas achei interessante. é, né? um pedaço de mau caminho! disse-me ela com uma cara bem safadinha que nunca lhe tinha conhecido ;) ah pode ser dar uma espreitadela ali no bar, sabe onde é? sei, porquê? acho que ele é sócio lá agora. por dentro os meus olhos queriam saltar das orbitas mas não queria dar “parte fraca” em frente dela e disse apenas – ah é, ok! com um ar desinteressado! despedi-me dela e sai. ainda não tinha posto os 2 pés fora do salão já estava com o telemóvel na mão para ligar à “su”.

“tou” “su”, olha, temos programa para hoje à noite! temos? – disse ela com uma voz nada interessada. temos, depois conto-te!

convidei a “su” para jantar e contei-lhe a cena toda. ela também ficou surpreendida mas nem tanto, pois conhece alguns “amigos” que fazem depilação total só não o fazem com cera. mas conversa adiante, vamos ver o “rapagão”? – pergunto eu. ver?  - diz ela. sim, sei onde ele trabalha e podíamos lá ir “passar o olho”. já estou a ver tudo – diz a “su”. não estás, mas vais ver, anda!

saímos de casa e passados alguns minutos estávamos na porta do tal bar. mas entramos demos logo de caras com ele ao fundo da sala. procuramos uma mesa bem “colocada” e sentamo-nos. apresentei o indivíduo à “su” sem ele saber ;) e ali começamos as duas entre drinks a apreciar o “pão” e a dizer disparates, como é habitual

a certa altura da noite ele vê-nos e dirige-se à nossa mesa. cumprimenta-nos e apresenta-nos o estabelecimento. confesso que fiquei desapontada. não deu o mínimo sinal de se lembrar de mim de à umas horas atrás. estava esta nesta luta interna sem saber se me ia embora e nunca mais lá voltava a por os pés ou se por outro lado “mudava de frequência” e “curtia” o resto da noite quando nisto ele volta à nossa mesa oferecendo-nos 2 bebidas e dizendo com “voz de cama”  – não esperava voltar a vê-la tão cedo. confesso que me arrepiei toda, se tivesse pêlos “lá no sítio” também eles se teriam arrepiado ;) o homem além de ser lindo, transpirava charme e classe.

acabamos por trocar contactos na saída, que já era tarde e no dia seguinte era dia de trabalho mas, como nesta história, ficou apenas o cheiro, faltou o sabor...

 

sinto-me: alucinada, deslumbrada, etc.
banda sonora: lenny kravitz - we want peace
publicado por diariodeumamulhermadura às 10:29

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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

o “mito” dos africanos

alguns anos passaram (não gosto de dizer muitos, faz-me parecer velha) desde que trabalhei em part-time num bar, num daqueles empregos de estudante universitária para ganhar uns trocos que me ajudassem a pagar os estudos, nada mais comum nos tempos que corriam. servia bebidas, apanhava copos e até fazia parte do “show” do bar, que acontecia lá para altas-horas da noite antes do fecho e em noites de casa cheia.

o show consistia em pouco ou nada de significativo, apenas o “staff” subia para cima dos balcões e dançava ao ritmo do dj de serviço (que era sempre o mesmo) enquanto brindava com um copito com o resto dos clientes, ao que se seguia o “esvaziamento das garrafas”. as garrafas que usávamos para os chamados “shots” e outras bebidas que estavam quase no fim eram esvaziadas de cima do balcão para cima da multidão de jovens mais do que bêbados que abriam as suas bocarras aos céus (neste caso ao tecto) para apanharem mais umas gotas de qualquer coisa alcoólica à borla. e assim fechava a casa.

isso para dizer que um dos meus colegas de “staff” nessa altura era um jovem de descendência cabo-verdiana que tinha a mania que sabia dançar ;) era um dos barmen mais procurados pelas meninas pois tinha sempre um truque novo na manga e usava sempre trajes “alternativos” como camisas abertas, chapéus de coco, calças justas, etc.

uma certa noite de casa-cheia, durante o “show” da praxe ele puxou-me para ele durante a dança final e dançamos juntos com ele roçando-se todo em mim, como aliás era hábito dele fazer pelo bar, inclusivamente com as clientes que pareciam gostar da cena pois voltavam. creio que só por isso essas coisas eram toleradas pelo dono, manifestamente o estilo e provocações dele atraiam clientela feminina o que é sempre uma “mais valia” para uma casa.

a noite terminou, a porta fechou e passamos às arrumações durante as quais ele continuou de certa forma a dança e a provocar-me aqui e ali roçando-se em mim cada vez que passava. cheguei mesmo a perguntar-lhe se estava com o “cio”. respondeu que estava sempre.

no final da noite e já depois de sairmos do bar acompanhou-me durante uma parte do curto percurso até casa. no ponto de separação, despediu-se de mim e disse-me ao ouvido – não queres ir continuar a dança? confesso que não estava à espera de tanta provocação e a forma como ele me disse aquilo ao ouvido deixou-me arrepiada. a verdade é que o “roça-roça” que fez durante parte da noite já me tinha deixado algo “desperta” para a coisa. beijou-me. senti-me totalmente arrepiada e o álcool de tínhamos bebido em mais 2 ou 3 brindes “internos” depois da porta fechar também me deixara “quentinha”. decidi quase sem pensar ir com ele, subimos as escadas do velho prédio onde morava até ao 1º andar e entramos, era uma casa muito antiga que o senhorio alugava os quartos a estudantes e pessoas sozinhas mais ou menos de passagem como era o caso dele.

não estava ninguém, os dois colegas com quem partilhava a casa estavam fora temporariamente pois eram estudantes universitários e estavam em estágio.

num impulso quase animalesco despimo-nos a alta velocidade quase arrancando a roupa um ao outro. disse-lhe – só com protecção! ele colocou de pronto o preservativo e agarrando-me ao colo atirou-me para cima da cama e apontou-me o “zezinho” dele à entrada da minha ratinha já para lá de molhada. era na verdade grande, bastante grande mesmo, muito maior que qualquer outro que tinha conhecido ou que conheci até hoje e cheguei a temer pelo resultado. penetrou-me e percebi que aguentava bem aquele “pau preto”, aliás, aguentava bem demais. estranhei o facto de não me estar a custar nada e de ele estar com algumas dificuldades para mo meter todo. agarrei-o com a minha mão e percebi de imediato o que se passava, era bastante maior é verdade, mas também bastante mais mole, não estava rijo como era comum sentir e tive que o forçar para o meter dentro de mim.

depois de algum tempo a penetrar-me num vai-vem pendular e bem ritmado tirou-o para fora, virou-me ao contrário, ficando de 4, percebi que se masturbou algumas vezes e voltou a tentar penetrar-me. abri-me toda, o mais que pude, guiando o pau dele para a entrada da minha ratinha agora totalmente sedenta por uma boa foda. desta vez entrou melhor e mais fundo, a posição parecia excita-lo mais e agarrando-me os cabelos com uma das mãos deu-me várias estocadas bem mais fundas e mais apetecíveis, gemi pela primeira vez e comecei a ter verdadeiro prazer mas após curtos minutos ele veio-se ficando totalmente “off” em seguida. percebeu claramente que eu não tinha atingido o orgasmo ainda e meteu boca ao trabalho para me fazer vir com a língua. aí sim, aqueles lábios carnudos fizeram um óptimo efeito chupando-me prolongadamente o clítoris e os lábios da ratinha, finalmente atingi o orgasmo.

ainda não me tinha levantado já ele dormia, satisfeito. confesso que não me senti nada bem nesse momento, senti-me usada, mas pouco, tão pouco que nem sequer me senti “abusada”. foi realmente como diz o velho ditado: “muito rastilho para uma bomba tão fraquinha”. vesti-me e saí, e ele nem deu por nada. não voltamos a falar sobre essa noite, aliás, ainda bem, porque realmente a falar, fala-se sobre coisas que realmente valham a pena, certo?

 

sinto-me: que treta
banda sonora: the fray - how to save a life
publicado por diariodeumamulhermadura às 08:50

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Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

diário de uma mulher madura

primeiro post desta minha aventura. não decidi escrever um diário mas fui levada a fazê-lo por uma grande amiga/irmã/conselheira/companheira/tudo o mais que possam acrescentar. as aventuras e desventuras que aqui venho contar são apenas histórias, privadas, intimas e que até a este momento só tinham sido partilhadas por mim e por ela.

por tudo isso e por muito mais que verão aqueles que tiverem a paciência necessária para me ler devagarinho este primeiro post é a ela dedicado.

mas afinal quem sou eu?

sou apenas alguém, uma mulher, madura como me considero e que já viveu o suficiente para saber o que quer e não ter vergonha para o dizer, pedir ou fazer.

sou uma trintona, como me chamam os meus amigos que não sente que a idade lhe pese mais do que devia.

não gosto de maiúsculas, já devem ter reparado, é uma marca minha, acho que todas as letras valem o mesmo e que como tal devem ser todas do mesmo tamanho.

não sou poetisa nem prosaica, não sou sequer escritora, sou apenas alguém que descarrega agora no papel digital o que descarregou aos ouvidos de quem lhe é muito próximo e em especial claro à minha tudo que muito me incentivou e convenceu para que fizesse um blog.

como disse, os meus posts são para ser lidos como se contados fossem ao ouvido, são segredos, são intimidades, revelações, ilusões e desilusões.

e por hoje já chega, não me vou alongar, queria apenas deixar e dedicar este meu diário à “su” a pessoa que guarda a cópia da chave deste meu pequeno livro.

sinto-me: de parabéns
banda sonora: lamb - gabriel
publicado por diariodeumamulhermadura às 11:12

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