Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

fetiches – haverá limites para a imaginação?

há tempos, em grupo de amigos, conversavamos sobre o tema, os fetiches, e se os há do mais “fora do comum” que possamos pensar. provavelmente já todos ouvimos falar de pessoas que gostam “disto” ou “daquilo”, ou já lemos nalguma revista ou jornal sobre o assunto, mas, naquele pequeno grupo de pessoas tão intimas umas das outras haveria tanto a revelar.

 

em primeiro lugar chegamos à brilhante conclusão de que todos, sem excepção, tinha um ou vários fetiches, se no capitulo dos homens havia um mais do que comum, as mulheres revelavam-se mais criativas e originais. mas porque será que todos os homens gostam ou gostariam de estar com duas mulheres ao mesmo tempo? – questionei-me. terão vocês dois “coisos” para usar simultaneamente em cada uma delas? rimos todos, mas o facto é que nenhum deles conseguiu explicar o porquê desse fetiche masculino universal.

 

no que aos fetiches estranhos o “j”, mais conhecido pelo nome artístico de “johnny bravo” revelou-nos um dos seus “fantasmas no armário”, quando andava na faculdade teve umas saídas com uma miúda que, basicamente, e resumindo a coisa, só queria que ele lhe desse pancada, mas, segundo ele, não eram cá “pancadinhas amorosas” era pancada mesmo da “grossa”, daquela de deixar marcas. pior do que isso é que, ao que parece, ela pagava mais ou menos na mesma moeda e passando a citar o “j”: “...num broche de 5 minutos deixou-me inactivo para 15 dias...”.

 

violências à parte de muito mais se falou em termos de fetiches e a certa altura a “tê” sai-se-me com esta: “o que eu mais gosto é de meter o dedinho no cuzinho do meu namorado, é logo!”, é logo? mas é logo o quê? – perguntei eu, curiosa e desbocada como sempre – é logo! ele vêm-se logo! – respondeu ela já meio envergonhada com o meu questionário.

 

já tinha ouvido falar desse assunto, ou melhor, de que os homens tinha zonas muito sensíveis no ânus ou junto dele, mas que fazer isso os fizesse vir “na hora” era novo para mim.

 

a “su” sempre sem pejos em abordar as suas experiências mais ou menos bizarras resolveu contar ao grupo uma história que eu já conhecia de há muito, uma experiência de um daqueles “namorados de verão” dela, o gajo adorava enfiar-lhe o “coiso” até à garganta e sem sequer avisar, diz ela que só pensou que ia morrer sufocada, por sorte não tinha comido, senão tinha vomitado tudo.

 

realmente há cada um/uma, porque será? será que o sexo dito normal não é interessante o suficiente? o que serão na verdade os fetiches e quem os inventou? eu confesso que sempre me excitou o risco, a adrenalina, os locais públicos, o ar-livre, a sensação de poder estar a ser vista por algum mirone e, digamos, a minha fantasia sexual mais arrojada neste contexto acho que era mesmo o confessionário, isso mesmo, aqueles locais das igrejas onde as pessoas confessam os seus pecados, um pouco como eu faço neste meu diário.

sinto-me: bem
banda sonora: brandi carlile - the story
publicado por diariodeumamulhermadura às 13:13

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