Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008

a banana e a colega italiana

após prolongada ausência (aposto que nem sentiram a menor falta) retomo o meu diário com um acontecimento dos primeiros dias após a volta ao trabalho.

 

com muita gente ainda a gozar as suas férias houve necessidade de relocalizar, como a administração tanto gosta de dizer, pessoal de uns departamentos para outros de forma a colmatar algumas ausências importantes no desenrolar do trabalho. foi com surpresa que,  finalmente, tive o prazer de conhecer a “tão badalada”, pelo sector masculino, colega italiana. já tinha ouvido falar tanto dela que foi como se já a conhecesse, os homens naquela casa não se calam 1 minuto por causa dela e quase que se babam, quando não o fazem mesmo, a falar dela.

 

era realmente uma mulher muito bonita, cabelos longos, pretos e muito brilhantes de bem cuidados que estavam e depois, o contraste abismal, uns fabulosos olhos cor azul-água que saltavam à vista de todos.

 

confesso que a pela forma lasciva com que os homens falavam dela a fazia um pouco mais elegante, não que fosse gorda ou “malfeita”, muito pelo contrário, mas tinha feito mentalmente uma imagem dela mais magricela, ao contrário da realidade onde se notavam de forma bem vincada as proeminentes curvas.

 

apesar da comunicação ter sido um pouco estranha no inicio pois ela ainda fala pouco o português, entendemo-nos perfeitamente num misto de “italianês” com “portuguiano”.

 

realmente estava embasbacada com aqueles olhos que ela tinha, eram lindos mesmo, confesso que passei mais tempo no primeiro dia a olhar para ela do que a trabalhar, se calhar foi por isso  mesmo que fiquei com o trabalho todo atrasado ;)

 

o dia passou-se e chegou a hora do lanche, como o café onde costumava ir lanchar também ele estava de férias tinha trazido lanche de casa, nada de especial, umas bolachas e uma ou outra peça de fruta e foi então que a colega italiana se revelou. estava eu sentada a preparar-me para lanchar quando chega ela vindo da fotocopiadora e me diz num português muito “cantado” - uau, banane! percebendo o tom de “chacota” respondi de pronto, - sim, rindo, também queres uma? tenho aqui! solicitação à qual ela respondeu de pronto com uma provocação – no, grazie, non posso mangiare banane sul luogo di lavoro (o que quer dizer, não posso comer banana no trabalho) – porquê, faz-me mal! – disse eu fazendo sinais com a mão na barriga! - no, io sono molto eccitata! respondeu ela rindo-se a bom rir. percebi de imediato, o meu italiano não é assim tão mau, ela estava a gozar comigo dizendo que não podia comer banana no trabalho que ficava muito excitada, mas esta foi uma brincadeira que acabou por quebrar decididamente o gelo entre nós.

 

como quem tem por habito ler este diário saberá, não sou nada de me ficar para trás nestas provocações e desafios e partindo desse pressuposto teórico até começar a comer a banana de forma “pouco ortodoxa”, e nada aconselhável para um ambiente de local trabalho, foram apenas segundos, e muito poucos ;)

 

chupei e lambi a banana toda como se de outra coisa se tratasse sempre sorrindo entre dentes e olhando pelo canto do olho para a colega. ela ficou de boca aberta a olhar-me com uma cara de total espanto e talvez até algum “choque” durante todo o tempo, no final, depois da banana comida, perguntei-lhe rindo se afinal queria a banana que tinha para lhe oferecer ou se já estava excitada o suficiente.

 

ela respondeu apenas - amo questo lavoro! non intorno agli altri! que é como quem diz, já não quero voltar para o outro lugar onde estava.

banda sonora: nate james - the message
sinto-me:
publicado por diariodeumamulhermadura às 09:41

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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

um “post-it” cor-de-rosa

com muito trabalho entre mãos nos últimos dias e nenhum tempo para escrever mais uma página deste meu diário venho apenas pôr um “post-it” com uma mensagem rápida para todos vós.

 

ponto de situação no e-mail: para já os homens levam vantagem (3 a 1) mas eu sei que as mulheres deste país não me vão deixar ficar mal, não é mulheres?

 

fico à espera!

 

sinto-me: tramada com tanto que fazer
banda sonora: outlandish - i only ask of god
publicado por diariodeumamulhermadura às 12:31

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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

novidades de última hora – a “su” pronunciou-se...

hoje o diário tem uma página especial, não por ser nenhuma data festiva ou que haja algo em concreto a festejar, mas, pela primeira vez vamos ter algo, digamos, muito interactivo e tremendamente intimo, do mais intimo que pode haver, acrescento.

 

a pedido da “su” irei transcrever um e-mail dela para mim e, de acordo com os desejos dela, dar inicio a uma espécie de desafio interactivo com todos os que frequentam este espaço.

 

 

10/09/2008 – 22:47

 

Olá amiga tdo em cima? Olha, sabes tive a ler o teu blog e vi que o pessoal curtiu a cena do mail das fotos. Fizeste bem em por isso lá.

Vi que até há pessoal que quer que tu lhe mandes as fotos =D lol

Podiamos fazer uma cena <se concordares claro> aceito que tu mandes uma foto que eu escolher <e só essa> mas com uma condiçâo quem quiser receber tem que primeiro mandar uma sua do mesmo estilo assim tipo troca de fotos tás a ver mas só podes mandar a que eu disser. Que axas?

Se tiveres de acordo diz coisas que eu já tenho uma ideia da foto mas quero ver ctg primeio e tb n sei se o pessoal vai alinhar ou n.

 

Bejufas

 

Ligo.te amanha pro work ok?

 

assim sendo, está lançado o desafio aos homens e mulheres deste país (e do mundo) pois todos e quaisquer que queiram participar nesta experiência interactiva radical são livres de o fazer.

 

lembro que o endereço de e-mail do diário é diariodemulher@sapo.pt.

 

a “su” pronunciou-se, aguardamos pelas vossas participações.

banda sonora: joss stone – right to be wrong
sinto-me: expectante
publicado por diariodeumamulhermadura às 12:25

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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

as fotos no e-mail

primeiro dia de volta ao trabalho, não, felizmente não dei de caras com a malfadada patroa até porque a senhora se encontra de férias ;) sento-me no meu computador, recosto-me na cadeira e abro o e-mail. no meio de um monte de porcarias “do costume” vejo um e-mail enorme da “su”, enorme no sentido em que demorou bastante a descarregar a informação para o computador “lá vem mais um video manhoso” – pensei eu com os meus botões.

 

curiosa resolvi abri-lo e ver do que se tratava, assim como assim estava sozinha e fosse o que fosse não iria correr riscos de ser apanhada. ;)

 

vi que não se tratava de um video mas sim de um conjunto de fotografias, o conteúdo, claro! era do mais porno que pode haver (não podia errar tanto). percebi que se tratava de algo pouco profissional, pelas fotos e pelo facto da modelo, ou dos modelos em causa, pois de vez em quando aparecia algo bastante masculino, estarem sempre de cara coberta ou cortada. não liguei muito, aliás, estava a ver aquilo com toda a descontracão e despreocupação e fui descendo ao longo do e-mail quando, sem saber bem porquê tive um “clique” daqueles que nos acordam – “espera lá!” – disse eu a mim própria – “eu conheço estas formas!” e conhecia mesmo, apesar da modelo não ter a cara visivel era-me clara e nitidamente familiar e bastava que tivesse prestado um minimo de atenção desde o início para perceber que era a “su”, isso mesmo, ela própria, e, literalmente, em “carne e osso” :o peguei no telefone e liguei-lhe no mesmo segundo, nem a deixei dizer nada, mal atendeu a chamada levou logo com um – “’oh minha taradona, as fotos são tuas!” – são quê? – perguntou ela do outro lado – não são nada, és tu, és tu que estás naquelas fotos minha porcalhona! J (nós ás vezes tratamo-nos assim, é normal, não liguem).

 

fez-se uma pausa seguida de uma gargalhada enorme do outro lado do telefone – pois sou – dizia ela com a maior das descontracções – que é que achas? – o que é que eu acho? não acho nada! – mas achas mal? – não, não é isso, só não estava à espera de uma destas – pois, nem eu, mas aconteceu, e só te digo amiga, foi para lá de excitante uns 100 km – excitante? o quê? tirar as fotos? – tirar, ver depois, tudo! – olha, tenho que desligar agora, falamos mais logo para te contar tudo, almoçamos? – sim, podes crer que quero saber tudo dessa aventura, até logo então.

banda sonora: linkin park - leave out all the rest
sinto-me: curiosa para saber detalhes
publicado por diariodeumamulhermadura às 11:51

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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008

fim-de-semana em barcelona – sex-hotel

fui com a “su” e mais 2 amigas passar um fim-de-semana a barcelona, uma das amigas trabalha numa agência de viagens e de vez em quando consegue umas “pechinchas” em voos e hotéis para estadias curtas.  era apenas a segunda vez que estava naquela cidade, a primeira tinha sido uns bons anos antes e tinha ido em “excursão” de autocarro ainda no liceu e foi horrivelmente dolorosa a viagem, tinha perdido toda a vontade de voltar lá mas assim era bem diferente até porque agora presto atenção em coisas que na altura não ligava a mínima.

chegadas ao hotel instalamo-nos nos quartos e fomos jantar ali mesmo na rua em baixo, conversa puxa conversa e já era tarde quando regressamos aos quartos e tínhamos que levantar cedo para aproveitar o sábado em barcelona.

ainda não estava deitada à 5 minutos quando comecei a ouvir um “pum pum pum” contínuo na parede do quarto – “su” que é isto? que é que se passa? – ficamos as duas em silêncio durante uns segundos a tentar perceber que “martelar” era aquele na nossa parede e não demorou muito mais para que percebêssemos, havia “festa” no quarto ao lado e da grande, ao inicio ainda comentei se seria alguém à pancada, mas rapidamente percebemos que a “pancada” era outra e a mulher não gemia, antes urrava que nem uma leoa (como disse a “su”). bolas, estão-lhe a “dar bem” – disse eu – a “dar bem” não, estão é a foder que nem uns animais – rematou a “su” no seu jeito peculiar de “mulher do norte” e sem papas na língua ;)

a “festa” durou ainda algum tempo e foi difícil adormecer com aquela “banda sonora” a “su” às tantas gritou mesmo – ou param com isso ou também quero! ;) mas acho que “para mal dos pecados dela” resolveram mesmo parar (ou mudar de local) ;)

pequeno-almoço de sábado - então meninas dormiram bem? – nem vos conto, tivemos festa a noite toda! – então? os residentes do quarto ao lado não nos deixaram dormir nada de jeito! – mas fizeram assim tanto barulho? – barulho não, urros, respondeu a “su” ;) rimos todas.

o dia foi passado em passeio e algumas compras, aliás, era para isso que as outras duas vinham, passei a tarde a tentar aguentar os olhos para não se fecharem (os cafés deles não fazem o mesmo efeito) e fui dormir cedo, a “su”, bem mais resistente que eu, foi para o quarto delas para a conversa mas não demorou muito a voltar e a acordar-me – anda cá ver isto, rápido! que foi? bolas “su” estava mesmo a adormecer! – anda cá, depressa! e lá fui eu “arrastada” por ela até ao quarto das outras duas, que estavam todas à janela. o que foi? que é que se passa? chega aqui, anda! olha para ali (não estava a ver nada) – onde? o quê? ali no andar de baixo do outro lado! o hotel fazia uma espécie de “u” formando um pequeno jardim/esplanada na parte interna e como o quarto delas era lateral dava para ver os outros quartos do outro lado. o que é que elas estavam a ver? um casal que num quarto no piso abaixo do nosso tinham relações sexuais de cortinas abertas, ou seja, nós parecíamos que estávamos no oceanário a ver os “peixinhos” no “aquário” só que estes peixinhos estavam a fazer muito mais do que nadar, estavam numa sessão realmente escaldante de sexo, do “puro e (aparentemente) do duro” o morenão era dotadíssimo e a loira que o acompanhava não lhe ficava nada atrás, era muito bonita, torneada e bronzeada, mostrando uma evidente marca de bikini fio-dental. acabavam de mudar de posição e ela estava agora debruçada no parapeito da janela e ele “bombando” por trás com nítida força que ela até ficava com a cara colada ao vidro e nós, as 4 voyeurs de serviço acotovelávamo-nos na pequena janela pelo melhor lugar para assistir à cena e que bem que eles “desempenhavam o papel” foi uma sensação impressionante, uma adrenalina, ver sexo assim, ao vivo e a cores e inesperadamente não tem nada a ver com ver um filme pornográfico é ali, tudo em tempo real e com “actores” reais passados alguns minutos ela vira-se repentinamente e baixa-se e alguém gritou no meu ouvido – olha ele vai vir-se! e veio-se mesmo, imenso,  em jactos sucessivos para a cara da loiraça que não parecia nada importada e até lambia a boca de gozo. fez-se um silencio sepulcral naquele quarto quebrado alguns segundos depois por um – uau, que cena! de uma delas.

delas não posso dizer que não sei, mas eu mal dormi nessa noite, acordei com as cuequinhas ensopadas mas o sono que tinha fez-me resistir a uma sessão de “dedo” na minha ratinha que estava bem desejosa de tal tratamento, a “su” senti-a mexer bastante durante a noite mas se não resistiu, fez algo discreto e para o qual não precisou de ajuda ;)

 

sinto-me: humida
banda sonora: nelly & kelly rowland - dilemma
publicado por diariodeumamulhermadura às 10:04

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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

os casais (liberais)

numa reflexão que tenho feito acerca do meu diário e do rumo a seguir por ele debrucei-me sobre o assunto “casais”. pois é, creio que nos últimos tempos (ao que me apercebo) temos assistido a um certo boom de casais que fazem da internet um meio de comunicarem sobre a sua sexualidade. liberais, “swing” ou “apenas” exibicionistas, há os para todos os gostos e credos e sei que alguns deles também me visitam.

questiono-me, porquê? qual o motivo desta revolução nos (nalguns) casais portugueses? será que finalmente estamos a assistir à verdadeira revolução sexual em portugal?

as perguntas são muitas mas as respostas escasseiam, a verdade é que não deixo de me sentir bem em saber que por esse país fora, de norte a sul e de este a oeste vão aparecendo pessoas que ao falarem sobre si, sobre a sua sexualidade e sobre como a vivem se sentem mais felizes com isso. acho que vocês sim encontraram o vosso “par ideal” para partilharem uma vida cheia de emoções.

da minha parte digo apenas obrigada, por partilharem essas vivências também comigo, fazendo (ou tentando fazer) um portugal mais interessante e menos ignorante. tabus todos temos uns mais outros menos, mas com dedicação e coração chegaremos lá.

beijinhos para todos, estão de parabéns!

continuo à espera das vossas sugestões e participações no blog que decidi desde há algum tempo tornar um pouco mais interactivo.

 

sinto-me:
banda sonora: pearl jam - last kiss
publicado por diariodeumamulhermadura às 10:00

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Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

calores imensos

verão, férias, praia, calor, míni-saias e muita festa. estava eu no quarto a brigar com as gavetas da roupa quando entra a “su” – olha lá, tu não te despachas hoje? está tudo à tua espera! não consigo encontrar umas cuecas de jeito – respondi eu já para lá de danada. ela riu-se a bom rir (o que me enervou ainda mais) e, em seguida, soltou umas das suas brilhantes pérolas do “desenrascanço” – então, grande problema, nada mais fácil, vais sem elas! estas mas é parva, vou agora sem cuecas para a rua e ainda por cima com uma míni-saia destas, havia de ser bonito. então porque não, vais com um look paris hilton ;) e riu novamente a bom rir. pois, mas eu não sou a paris hilton para andar por ai numa boa a mostrar a ratinha ao pessoal.

cafona! arcaica! medieval! – retorquiu ela rápida e até algo agressivamente. olha vai com as cuecas da minha avó, se quiseres peço-lhe umas daquelas até ao pescoço! se nervosa estava fiquei em ponto de ebulição, detesto que me falem assim! ai é? eu é que sou a “velha” aqui, então vais ver, já me estou a vestir e não levo nem cuecas nem soutien, hoje vai tudo ao léu. e tu minha paleolítica? vais de cuequinhas não é? (confesso que depois pensei que não fazia grande sentido aquilo que acabara de dizer até porque se fosse paleolítica com certeza não deveria usar cuecas ).

desafio lançado e desta vez, por mim. a estes desafios a “su” nem pensa, age. e antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa já ela estava de cuecas na mão e a atirar-mas para cima. soutien não tiro porque já não tenho, fica mal com este top. por acaso era verdade, o top dela era muito giro e totalmente despropositado para um soutien manhoso a aparecer, tal como o cai-cai que eu decidi vestir.

tudo pronto, e bem arejado, lá saímos nós para jantar totalmente cabriolet, ou como disse a “su” com um look paris hilton.

confesso que no início me fez alguma confusão saber que estava sem nada por baixo e que à mínima coisa poderia ficar numa posição algo desconfortável, mas à medida que as horas foram passando e a animação ganhando terreno esqueci-me até desse pormenor.

a noite foi óptima e era já perto de 6 da manhã quando saímos da discoteca já bem alegremente alcoolizadas e sem a menor noção de como tínhamos saído de casa. entre sair da discoteca e voltar a casa a “su” lembrou-se que queria porque queria ir ver o nascer do sol na praia e lá fomos, sentamo-nos na areia fria e algo húmida da praia e ali ficamos por alguns minutos meio anestesiadas a olhar o mar na esperança de ver o sol nascer. pela praia passeavam alguns turistas que pareciam ter o mesmo programa e foi já com o sol à vista que nos lembramos, olha lá, a gente estamos sem cuecas! pois é! e agora? estamos aqui sentadas à quase uma hora, já passou tanta gente, nunca mais me lembrei disso.

não faz mal – diz a “su” descansadamente, se alguém nos viu nestas figuras por certo irá recordar para sempre este lindo nascer do sol ;)

 

sinto-me: descapotável
banda sonora: colbie caillat - realize
publicado por diariodeumamulhermadura às 11:59

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Quinta-feira, 22 de Maio de 2008

fetiches por cuequinhas

estava eu a beber o meu cafezinho do final de tarde de verão na esplanada, desfrutando do sol já baixo e do som do mar quando sou interpelada pela “su”. olha lá, já viste aquele ali? que é que tem? não pára de olhar para as tuas pernas, está a ver se dás uma hipótese e ele te topa as cuequinhas. quê? se me vê as cuecas? para quê? queres ver que não sabes que os gajos são viciados em ver as nossas cuequinhas. há gente mesmo louca, faz tudo por um bom “upskirt”. há mais isso tem nome técnico e tudo? claro que tem, chama-se “upskirt” ou, traduzindo, “saia-acima”, é uma verdadeira religião.

ok, confesso que uma lingerie bonita pode ser muito interessante, mas daí a haver viciados em cuequinhas, são viciados em quê? não vêem nada mesmo, a menos que estejamos sem elas ;) rimos as duas lembrando um outro assunto que fica para outro dia ;)

sim, mas isso é isso que lhes dá “pica”, imaginarem que podem ver ou o que podem ver a qualquer momento, bem como imaginar o que está por detrás do tecido muitas vezes transparente, como tu gostas ;)

mas se ele quer ver cuequinhas, então cuequinhas vai ter? que é que vais fazer? não sejas louca? chiuuu, abre lá as perninhas! és mais é louca, vou agora abrir as pernas ao gajo que nem conheço e além do mais é feio que se farta ;) nada disso, abre as pernas mas não directamente para ele, desvia-te um pouco para o lado só para vermos o que ele faz. assim fiz e, realmente, não demorou mais do que alguns segundos para que o homem mudasse de mesa de forma a tentar “ver a cena”. o homem é louco, não abro mais as pernas coisa nenhuma, ainda me ataca. não ataca nada, vamos lá as duas, ao mesmo tempo, estás preparada? (ela sabe que detesto estes desafios) estou! se é assim, cá vai disto! e dizendo isto abrimos ambas as pernas de forma quase a escancarar as ratinhas aos olhos de um individuo de bigode, com cara de louco e que não conhecíamos de lado nenhum. o homem mudou literalmente de cor, ficou boquiaberto e quase a babar olhando directa e prolongadamente para o interior das nossas saias. a “su” ria-se que nem uma perdida, quase descaradamente. cala-te! ele ainda nos “topa” a cena. quero que ele se lixe! – diz ela rapidamente, não queria ver cuecas, aqui tem! e são bem bonitas! ;) rimos as duas.

passados alguns minutos nisto o homem sai apressadamente da mesa onde estava e vai embora. a “su” grita – olha olha o gajo, vai-se embora, aposto que vai “bater uma” à nossa custa! vai o quê? claro que vai, aposto que se vai tocar pensando naquilo que viu e que não viu mas imaginou.

está bem, mas vamos embora, está a ficar tarde e essa ideia agora deixou-me pouco confortável, ainda está por aí nalguma esquina à nossa espera para nos agarrar. isso é que era bonito. levava logo e não eram poucas.

confesso que mais tarde fiz uma busca no google pelo tal “upskirt” e percebi que realmente, e como a “su” dizia, parece quase uma religião. ao que parece, sem querer, hoje tínhamos “dado missa” ;)

 

banda sonora: entre aspas - uma pequena flor
sinto-me: curiosa acerca do assunto
publicado por diariodeumamulhermadura às 09:49

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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

la vendetta (depilada para arrasar)

acordei e levantei-me ainda faltavam uns 20 minutos para o despertador tocar e freneticamente comecei a preparar o meu saco do ginásio. nunca antes me tinha levantado tão cedo para coisa alguma, muito menos para ir ao ginásio, mas hoje era o dia “d” e nada podia falhar.

preparei tudo de forma a encontrar-me com as cinquentonas esposas de senhores doutores no health club, como elas dizem quando falam umas com as outras. sai de casa com quase 30 minutos de avanço.

chegada ao ginásio olhei em volta à procura dos bm’s e mercedes que elas tanto gostam de ostentar, ao fundo do parque mesmo junto à porta vi 2, tudo estava a correr como previsto.

acho que nunca fiz o meu exercício com tanta genica acho mesmo que até fiz mais do que devia mas as “velhotas” são lentas e eu tinha que me entreter enquanto esperava por elas ;)

terminaram e lá foram elas a caminho do balneário, segui-as mas à distância, não queria que me topassem. estrategicamente acabei o banho turco mais cedo (coisa que muito me custou) e adiantei-me no chuveiro, preparei tudo ao segundo.

quando finalmente saíram do banho turco encontraram a mim já enroscada na toalha a limpar-me olharam-me pelo canto do olho e seguiram para os seus lugares, não fiquei satisfeita, afinal tanto esforço e dedicação para apenas um olhar desprezível. num daqueles meus acessos de fúria saquei da toalha e passeei-me por ali mesmo, nua e crua, quase como vim ao mundo ;) parei em frente ao espelho para admirar a “obra de arte”, realmente, o aspecto era muito interessante, através do espelho percebi agora sim que me olhavam de verdade – tomem lá disto! – pensei eu enquanto fingia pentear o cabelo, voltei a desfilar até ao meu lugar e desta vez cara-a-cara com elas rematando a cena vestindo as cuequinhas mais pequeninas que tenho, fio-dental, claro está, uma prenda de um “amigo” de outros tempos que era muito dado a essas coisas e que raramente visto no dia-a-dia, aliás, acho que era mesmo a segunda ou terceira vez apenas que as vestia.

vingança cumprida e com requintes de alguma malvadez, sou assim mesmo quando me “estala o verniz”.

banda sonora: shakira - pure intuition
sinto-me: diabólica
publicado por diariodeumamulhermadura às 09:12

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