Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

engolir ou não, eis a questão

conversa com a “su” ao telefone (em hora de expediente)  olha amiga, sabes que mais, estou chocada com um mail que tenho aqui. chocada, tu? que é que se passa, deve ser grave? não me digas que te mandaram pedofilia ou algo do género, olha que ainda vais presa. não, não foi nada disso! mas eu mando-te para tu veres e mais logo falamos que agora não posso. está bem, fico à espera então. o assunto diz: “contra a osteoporose”, tchau!

contra a osteoporose? fiquei curiosa, que é que a osteoporose tem para a deixar chocada, bem sei que é uma doença complexa e que afecta muito as mulheres mas daí a ser motivo de choque. esperei pelo mail dela e passados alguns minutos lá estava ela a aparecer. realmente era verdade, o assunto dizia “contra a osteoporose xxx” o que já acrescenta um pouco sobre o tipo de conteúdo. assim sendo espreitei com o maior dos cuidados para o mail e vi que tinha um anexo de clip de vídeo. percebi logo que seria mais uma das pornografias típicas da “su” mas o que seria para a deixar (até a ela) chocada.

esperei mais uns bons minutos até à hora do lanche, quando o pessoal vai ao café para minimizar os riscos de ser “apanhada”. abri o vídeo e confesso que me deixou um pouco confusa. o clip tinha apenas alguns segundos (menos de 1 minuto) e confesso que o tive que voltar a passar para raciocinar o que ali se passava. o vídeo retratava uma jovem (ao que parece) japonesa ou chinesa (oriental era de certeza) que bebia “leitinho” por um enorme copo. acontece é que as “vacas” dadoras desse “leitinho” eram várias e, ao que parece, estava um grupo de homens continuamente a masturbar-se e a virem-se para dentro destes copos. aí percebi o “trocadilho” derivado do slogan que não sei quem inventou acerca dos “copos de leite contra a osteoporose”.

não foi assim uma coisa muito agradável de ver, até porque as meninas estavam nitidamente a fazer um enorme “frete” e engasgavam-se e tudo o mais mas também não sei porque ficou estava tão chocada a “su” que é toda “prá frentex” com essas coisas e está sempre tão bem informada acerca do assunto. aguardei pela hora de saída para falar melhor com ela.

acabei por ir buscá-la ao emprego e viemos a conversar pelo caminho. então mas diz lá que é que te chocou assim tanto? bolas, tu não viste? a gaja estava a beber 1 litro de esporra de uma vez que até se vomitava  e ainda por cima aquilo já devia estar mais do que azedo, que nojo!

ok, esta imagem mental que a “su” me estava a dar, esta sim era realmente nojenta mas havia ali qualquer coisa que me estava a ultrapassar. azedo ou doce? disse-lhe eu. doce? sim, queres ver que nunca engoliste leitinho doce? eu não! “su” minha parva, tu não me digas que nunca engoliste o leitinho. engolir já engoli um bocadito mas não tudo e mete-me um bocado de nojo que é que queres. bem, ok, são opções, eu, quando posso e confio claro, não perco uma oportunidade de encher a boca dele e engolir para ele ver. ficam loucos! mas porquê? é assim tão bom? não é mau, mas o sabor muda, umas vezes mais ácido outras até bem docinho, parece mel

bem amiga, as coisas que eu descubro, tu gostas mesmo disso! sim, gosto, é bom! há quem goste de se “sujar” com ele, eu gosto de sentir aquele jacto quente dentro de mim ou então de o engolir todinho. são opções! cada uma escolhe a sua, certo?

 

sinto-me: deleitada
banda sonora: m.a.u. - cum sexy cum
publicado por diariodeumamulhermadura às 09:52

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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

sexo e virgindade – até que idade?

li no outro dia um post num blog de uma “amiga” (que não conheço) que falava sobre sexo, sobre virgindade e sobre o facto de a ter “perdido” aos 14 anos e de como isso influenciou a vida dela. o assunto tocou-me bastante pois para quem me lê deve imaginar que devo ter sido uma das miúdas “assanhadas” que aos 12 anos já andam atrás dos rapazes (mais velhos) em busca de algo que nem sequer sabem muito bem o que é. pois não podiam estar mais errados. a verdade é que tive a minha primeira relação sexual cerca dos 20 anos de idade não porque não tenha tido oportunidades antes e muito menos porque tivesse alguma meta ou reserva mental a esse respeito. fi-lo quando achei que era o momento certo, quanto tive vontade de o fazer, quando o meu corpo mo pediu e quando assim é podemos afirmar com alguma certeza que era o “momento certo”.

tinha muitas colegas de escola que já uns bons anos antes saltavam em cima dos namorados e tremiam cada vez que a menstruação atrasava e que suspeitavam que poderiam estar grávidas. acho que foi esse o meu grande ensinamento, aprendi convivendo com quem fazia muitas asneiras, com quem convivia com o sexo como algo que se tem que fazer porque assim os rapazes não nos trocam por outras. convivi com pessoas que faziam broches a metade da escola porque sim mas faziam-nos com preservativo pois tinham nojo de tocar com a boca no pénis. tudo isso me parecia tão errado, tão estúpido, tão ignorante e, talvez por isso, nunca o fiz.

o sexo tem cheiro, tem sabor, é assim que é a realidade para quem sabe dela desfrutar plenamente. quem tiver nojo de chupar um pénis pois que não o chupe, tal como quem tiver nojo de lamber uma ratinha que o não faça. há alguma sensação melhor que a de nos sentirmos livres, realmente livres, de fazermos o que nos sabe bem sem sermos forçados a nada? para mim não há! e é esse pensamento e essa sensação que quero sempre transportar para o sexo.

se a “virgindade” é um estado que devemos abandonar quando sentimos que é o momento certo o mesmo se aplica na hora de parar. qual é a idade de parar de ter relações sexuais, alguém sabe? 40? 50? 70? 90? para mim é quando deixar de me sentir bem fazendo-o, quando deixar de ter prazer com o sexo, aí é a hora certa para parar. tal como quando deixar de ter prazer em viver é a hora certa para morrer! sei que é polémico, eu sei, eu sou assim!

vi igualmente num programa de televisão uma “avozinha” alemã que do alto dos seus 80 e tal anos dizia que adorava ter relações sexuais, que ainda sentia prazer nisso, não como quando tinha 20 anos mas que sentia. o marido, um senhor da mesma idade, já não ia lá nem com vigaras mas adorava que ela o tocasse e acariciasse. ambos há uns anos atrás tinham decidido comprar um “dildo” para que a esposa continuasse a ter prazer vaginal e ambos viviam felizes com a situação. é assim que eu quero ser! pois se tive alguns anos de atraso em relação às minhas colegas de escola, hoje, acredito que estou quilómetros à frente delas, em prazer e em satisfação pessoal.

eu, sou assim, e sou feliz!

 

sinto-me: pensativa
banda sonora: hands on approach - let's be in love
publicado por diariodeumamulhermadura às 05:00

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Terça-feira, 27 de Maio de 2008

o dia “h”

estava apreensiva, era a primeira vez que fazia o teste e a consciência de que nem sempre tinha sido uma boa menina estava-me a pesar na consciência. à medida que a hora se aproximava as pernas começavam a tremer e não era de frio.

liguei à “su”, amiga, preciso de um favor teu, podes vir aqui ter comigo? mas porquê, que é que se passa? não é nada de grave mas preciso de companhia, podes? claro que sim, dá-me só alguns minutos que já aí vou ter...

passados alguns minutos vi a “su” entrar com uma cara de assustada. que foi amiga? que se passa? nem te digo, estou a tremer de medo! mas porquê? vou fazer o teste pela primeira vez. que teste? o do hiv. ah, ok, já percebi, estás com medo? não tenhas, não há razão porque ter medo, se algo de errado aconteceu, já aconteceu e nada podes fazer agora, mas estou certa que no meio de todas as nossas maluqueiras até somos mulheres de juízo, eu também já fiz no mês passado, tudo ok, estou limpinha e descontraída. a sério, não tenhas receio, vais ver que depois de fazeres e veres os resultados te vais sentir muito melhor.

chegou a minha vez, a enfermeira percebeu logo que estava nervosa e tentou acalmar-me, a conversa, se bem que curta, com a “su” também me tinha ajudado um pouco e acima de tudo o facto de a ter ali presente era sem duvida alguma uma grande ajuda.

os resultados saíram passada uma semana, levantei o envelope e levei-o para casa mas não tive coragem de o abrir. pedi a “su” que fosse ter comigo a casa para o abrirmos juntas, não queria estar sozinha caso as notícias não fossem boas. sentia-me uma verdadeira adolescente à espera da nota de um teste para o qual não tinha estudado, mas desta vez o resultado era bem mais do que ter má nota num teste. a minha vida presente e futura estava ali, naquele envelope.

a “su” tocou à campainha, abri-lhe a porta e percebi que trazia algo na mão. o que trazes aí? espera! já vais ver! vamos abrir o envelope? vamos. mas abre tu! ok medricas eu abro. voltou-me as costas abrindo o envelope demoradamente, aquela espera estava literalmente a matar-me do coração. negativo! gritou ela em euforia – eu sabia! estás limpa e fresca com uma alface ;) dá cá, deixa-me ver. era verdade, tudo negativo. nem sinais de nada “menos bom”. naquele momento senti que me saíram umas toneladas de cima e quando levantei os olhos do papel percebi o que trouxera a “su” - champanhe para festejarmos.

juntas partilhamos mais aquele momento da mais pura amizade partilhando aquela garrafa de champanhe mas acima de tudo aquele momento de enorme alegria.

e, a partir desse dia, combinamos que religiosamente iríamos ambas fazer o teste juntas, pelo menos uma vez por ano.

 

obrigada “su”, estás sempre no meu coração.

 

sinto-me: por ter uma amiga como a "su"
banda sonora: kt tunstall - suddendly i see
publicado por diariodeumamulhermadura às 08:44

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Terça-feira, 20 de Maio de 2008

ser sensual ou sexual – o dilema

discutíamos no outro dia num grupo de amigos alargado as definições do que é ser “sensual” e/ou “sexual” e quais as diferenças.

a maioria de nós não conseguiu chegar claramente a uma linha de separação, afinal o que separa o “sensual” do “sexual”? até que ponto a sensualidade não é apenas um apelo à sexualidade? podemos separar as duas coisas? ou estarão eles sempre juntas caminhando paralelamente?

muitas questões para poucas respostas, a verdade é que horas de debate revelaram-se verdadeiramente inconclusivas havendo claro opiniões divergentes sobre o assunto. mas o interessante é que no que toca à divisão das águas, os homens claramente definiam-se como mais “sexuais”, preferindo as mulheres serem mais “sensuais”, será apenas uma questão de terminologia ou de géneros?

achei que o tema tinha tudo a ver com o post de ontem onde falei sobre a forma como a sociedade e nós próprias reprimimos a nossa sexualidade, não será a terminologia “sensual” uma palavras mais “soft” para definir o carácter sexual das mulheres que não se querem definir como tal?

uma das amigas que mais “luta” deu ao termo “sexual” chegou mesmo a definir ser “sensual” como ter “sex appeal”, não será uma contradição? ou será apenas mais uma constatação de que ser “sensual” é irremediavelmente ser “sexual”.

eu, acho que sim, acredito que sim e assim penso e me considero, sou “sensual” quando faço apelo ao “sexual”, quando compro lingerie “sexy” compro para mim, para me sentir bem comigo e na minha sexualidade, mas talvez as mulheres ainda tenham mesmo dificuldades em assumir esse ponto, a sua própria sexualidade, pelo menos é esta a minha opinião...

 

sinto-me: baralhada
banda sonora: tara perdida - sentimento ingénuo
publicado por diariodeumamulhermadura às 05:16

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