Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

masturbação feminina – mitos e realidades

em mais uma das suas leituras das revistas (que ela devora por inteiro) a “su” comentava ao almoço. já viste, aqui diz que as mulheres afinal masturbam-se mais do que aquilo que se pensa. apenas não o admitem pois a masturbação feminina não é tão socialmente aceite como é a masculina. sim, e qual é a novidade? então, porque é que raio os gajo podem “esgalhar o pessegueiro” a toda a hora (adoro as expressões únicas dela, tive mesmo que lhe perguntar como é que isso se escrevia ;) ) e nós não podemos “brincar com o mexilhão”? não acho justo!

deixa-te disso, sabes bem que a maioria das mulheres podem e fazem tudo e mais alguma coisa, mas são assim tem vergonha de o admitir. e vergonha puxa vergonha e muita vergonha dá repressão. mas tu nem sequer te podes queixar, a tua nunca a tiveste ;) e ainda bem!

mas falando nisso, é uma treta essa de porem rótulos nas pessoas e principalmente nas mulheres só porque gostam disto ou daquilo, se gosta de sexo, só pode ser puta! se fala ou admite isso então é porque é de certeza! que eu saiba putas são aquelas que vendem o corpinho, ou mais propriamente pequenas partes dele, e eu não vendo nada, portanto, não sou! nem mais!

mas voltando ao assunto, e tu? quantas vezes “afagas o mexilhão”? oh “su”, que raio de pergunta. sei lá agora! algumas! às vezes apetece não é? eu sei, a mim também, no banho então, adoro longos banhos de espuma com água bem quente, musiquinha e um belo “esfreganço” para relaxar no final de um dia duro de trabalho ;) rimos as duas.

olha, sabes uma coisa? conta conta – dizia ela com aqueles olhos arregalados quase a saltar das orbitas. e, no trabalho? no trabalho? amiga, tu andas a “coçar a micose” no trabalho? cala-te lá que eu não tenho micoses! não ando, mas já o fiz, um dia estava com uma destas “tesões” pré-mestruais e como estava sozinha nem pensei duas vezes, tirei as cuecas, puxei a saia um pouco para cima, abri as pernas e foi mesmo ali à secretária. mas ninguém te topou? claro que não! seria a maior vergonhaça da minha vida. não estava ninguém, foi numa altura que estava muita gente de férias e aquilo estava calmo ;)

bem amiga, que espectáculo, tu de vez em quando ainda me consegues surpreender ;) rimos. mas e tal foi? excelente! a adrenalina estava no máximo pois apesar de estar sozinha estava sempre com um certo receio que alguém pudesse entrar e ser apanhada então foi do melhor, tive um daqueles orgasmos que parece que até fiquei sem ver. quanto na escala? ;) eu sei lá dessa tua escala, muito, muito mesmo. a cadeira quando me levantei estava toda molhada, ainda bem que é de pele senão havia de ser bonito. rimos as duas a bom rir.

eu adoro masturbar-me - dizia a “su” com aquele ar de satisfação, mas acho que é ainda melhor quando não o faço sozinha. como assim? sim, quando me masturbo para eles verem, é o máximo, ficam que nem loucos pois o trato é não me poderem tocar enquanto o faço, só ver! bem, devem rebentar! rebentam sim, rebentam comigo a seguir ;) vêm com a “gana” toda a seguir. essa não sabia, nunca experimentei, mas já vi que tenho que seguir os teus conselhos ;)

claro que sim! mas depois, já sabes, quero saber todos os pormenores ;) como sempre, como sempre!

 

sinto-me: com ideias
banda sonora: nelly furtado - maneater
publicado por diariodeumamulhermadura às 08:49

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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

aventuras sexuais em locais públicos – megastore

olhando para o título do post de hoje penso, raios partam a minha falta de ideias, parece um título de filme porno e dos ranhosos, mas pronto, à falta de melhor, fica este.

hoje inicio uma serie de historias todas elas com o fio-condutor de se terem passado em locais mais ou menos públicos, ou, pelo menos, correndo o risco de ser apanhada “no acto”. como já devem calcular, nada impõe que sejam postadas sequencialmente, mas ficam já com esse “teaser” indicando para quem gostar que “vai haver mais” brevemente ;)

na minha relação mais duradoura, cerca de 2 anos, vivi igualmente um conjunto de experiencias alucinantes, algumas delas mesmo que tirar o fôlego e é uma dessas aventuras que trago aqui.

era verão, julho ou agosto já não me recordo bem e como o dia estava meio chato para praias e esplanadas (muito vento e pouco sol) decidimos (eu e o meu namorado na altura) ir passear para um shopping (programa que ele detestava mas que dadas as condições não tinha muitas alternativas). passamos parte da tarde a entrar e sair de lojas mais ou menos desinteressantes sem comprar grande coisa e ele à medida que o tempo passava mais cara de enfadado tinha.

até que parámos na porta de uma megastore de artigos desportivos que anunciava promoções em artigos de ténis. viciado como era no jogo (que tinha a mania que sabia jogar) mudou de cara e entrou de imediato. virou e revirou os cabides com pólos e calções e mais 1001 acessórios que não faço a mínima ideia para que servem, pegou em 2 ou 3 coisas e disse, vou experimentar isto, está na altura de renovar o meu guarda-roupa. entrou no provador para experimentar a roupa e passados alguns minutos nem sinal dele. perguntei lá para dentro – estás vivo? estou estou disse ele, vivo e parece-me que o verão e as férias me estão a fazer mal, nada me serve! atirando-me algumas peças cá para fora pediu-se se podia ver se havia o tamanho maior. ao pesquisar a roupa em busca dos tamanhos pretendidos veio-me uma ideia brilhante à mente e se depressa pensei, mais depressa a pus em acção.

levei-lhe a roupa nos tamanhos que pediu e entrei junto no provador perguntando-lhe – então mas tens a certeza que precisas de um tamanho assim tão grande? enquanto ele despia um pólo que dizia estar demasiado justo e tentava vestir o outro maior baixei-me num ápice, puxei-lhe os boxers para baixo e alcancei-lhe o zezinho metendo-o de imediato na boca. teve uma reacção de um certo susto encostando-se à parede de fundo com o pólo meio vestido, meio por vestir e perguntando – que é que se passa? estás doida? estou! – disse eu, doida por te chupar todinho.

 

fiquei com a boca literalmente cheia, do zezinho dele que ainda lá estava dentro e do “leitinho” que ele me tinha dado, não o podia tirar para fora pois iria escorrer tudo e sujar a loja toda, como pude lá arranjei espaço para a língua e olhando para cima fiz-lhe sinal para olhar para mim, respirei fundo e dei um grande golo naquele leitinho quente olhando para a expressão dele. estava verdadeiramente extasiado com o que estava a acontecer, nunca antes eu lhe tinha feito isso, dei mais um golo e lambi todo o resto engolindo tudo e deixando-o limpinho. os olhos dele olhavam-me como nunca. não dizia nada, só olhava. chupei-lhe mais um pouco o zezinho já mais molinho aproveitando todas as gotinhas que ele me tinha dado. arrumei-o no lugar dele, levantei-me e disse-lhe ao ouvido – gostaste? ele apenas disse: adorei! ainda nem acredito no que aconteceu! pois acredita que é verdade.

vestiu-se e saímos, um pouco a medo e olhando em todas as direcções tentando saber se alguém se tinha apercebido da situação. aparentemente, não. dirigimo-nos à caixa e pagamos as coisas que tínhamos, acabamos por levar a roupa mesmo sem a experimentar.

 

foto meramente decorativa

nitidamente aquela provocação estava a excita-lo e já de zezinho bem duro continuou encostado à parede e disse, se é isso que queres, então toma! e mal o disse enfiou-mo quase até à garganta pressionando-me a cabeça contra ele. calma! disse eu. assim ainda me vomito aqui. está quietinho que eu é sei o que quero. agora sou eu que mando. e lá continuei, de cócoras, naquele provador a chupar-lhe o zezinho com vigor ao mesmo tempo que ouvia nos outros provadores as pessoas a entrarem e saírem. aumentei a velocidade e chupei-o com mais força, ele agarrava-se as frágeis paredes do provador como podia tentando fazer o menos barulho possível e dizendo-me – assim vamos ser apanhados, eu não me consigo conter e alguns segundos depois senti-o vir-se abundantemente para a minha boca.

sinto-me: feliz pela experiência
banda sonora: mariah carey - touch my body
publicado por diariodeumamulhermadura às 10:30

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Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

o “mito” dos africanos

alguns anos passaram (não gosto de dizer muitos, faz-me parecer velha) desde que trabalhei em part-time num bar, num daqueles empregos de estudante universitária para ganhar uns trocos que me ajudassem a pagar os estudos, nada mais comum nos tempos que corriam. servia bebidas, apanhava copos e até fazia parte do “show” do bar, que acontecia lá para altas-horas da noite antes do fecho e em noites de casa cheia.

o show consistia em pouco ou nada de significativo, apenas o “staff” subia para cima dos balcões e dançava ao ritmo do dj de serviço (que era sempre o mesmo) enquanto brindava com um copito com o resto dos clientes, ao que se seguia o “esvaziamento das garrafas”. as garrafas que usávamos para os chamados “shots” e outras bebidas que estavam quase no fim eram esvaziadas de cima do balcão para cima da multidão de jovens mais do que bêbados que abriam as suas bocarras aos céus (neste caso ao tecto) para apanharem mais umas gotas de qualquer coisa alcoólica à borla. e assim fechava a casa.

isso para dizer que um dos meus colegas de “staff” nessa altura era um jovem de descendência cabo-verdiana que tinha a mania que sabia dançar ;) era um dos barmen mais procurados pelas meninas pois tinha sempre um truque novo na manga e usava sempre trajes “alternativos” como camisas abertas, chapéus de coco, calças justas, etc.

uma certa noite de casa-cheia, durante o “show” da praxe ele puxou-me para ele durante a dança final e dançamos juntos com ele roçando-se todo em mim, como aliás era hábito dele fazer pelo bar, inclusivamente com as clientes que pareciam gostar da cena pois voltavam. creio que só por isso essas coisas eram toleradas pelo dono, manifestamente o estilo e provocações dele atraiam clientela feminina o que é sempre uma “mais valia” para uma casa.

a noite terminou, a porta fechou e passamos às arrumações durante as quais ele continuou de certa forma a dança e a provocar-me aqui e ali roçando-se em mim cada vez que passava. cheguei mesmo a perguntar-lhe se estava com o “cio”. respondeu que estava sempre.

no final da noite e já depois de sairmos do bar acompanhou-me durante uma parte do curto percurso até casa. no ponto de separação, despediu-se de mim e disse-me ao ouvido – não queres ir continuar a dança? confesso que não estava à espera de tanta provocação e a forma como ele me disse aquilo ao ouvido deixou-me arrepiada. a verdade é que o “roça-roça” que fez durante parte da noite já me tinha deixado algo “desperta” para a coisa. beijou-me. senti-me totalmente arrepiada e o álcool de tínhamos bebido em mais 2 ou 3 brindes “internos” depois da porta fechar também me deixara “quentinha”. decidi quase sem pensar ir com ele, subimos as escadas do velho prédio onde morava até ao 1º andar e entramos, era uma casa muito antiga que o senhorio alugava os quartos a estudantes e pessoas sozinhas mais ou menos de passagem como era o caso dele.

não estava ninguém, os dois colegas com quem partilhava a casa estavam fora temporariamente pois eram estudantes universitários e estavam em estágio.

num impulso quase animalesco despimo-nos a alta velocidade quase arrancando a roupa um ao outro. disse-lhe – só com protecção! ele colocou de pronto o preservativo e agarrando-me ao colo atirou-me para cima da cama e apontou-me o “zezinho” dele à entrada da minha ratinha já para lá de molhada. era na verdade grande, bastante grande mesmo, muito maior que qualquer outro que tinha conhecido ou que conheci até hoje e cheguei a temer pelo resultado. penetrou-me e percebi que aguentava bem aquele “pau preto”, aliás, aguentava bem demais. estranhei o facto de não me estar a custar nada e de ele estar com algumas dificuldades para mo meter todo. agarrei-o com a minha mão e percebi de imediato o que se passava, era bastante maior é verdade, mas também bastante mais mole, não estava rijo como era comum sentir e tive que o forçar para o meter dentro de mim.

depois de algum tempo a penetrar-me num vai-vem pendular e bem ritmado tirou-o para fora, virou-me ao contrário, ficando de 4, percebi que se masturbou algumas vezes e voltou a tentar penetrar-me. abri-me toda, o mais que pude, guiando o pau dele para a entrada da minha ratinha agora totalmente sedenta por uma boa foda. desta vez entrou melhor e mais fundo, a posição parecia excita-lo mais e agarrando-me os cabelos com uma das mãos deu-me várias estocadas bem mais fundas e mais apetecíveis, gemi pela primeira vez e comecei a ter verdadeiro prazer mas após curtos minutos ele veio-se ficando totalmente “off” em seguida. percebeu claramente que eu não tinha atingido o orgasmo ainda e meteu boca ao trabalho para me fazer vir com a língua. aí sim, aqueles lábios carnudos fizeram um óptimo efeito chupando-me prolongadamente o clítoris e os lábios da ratinha, finalmente atingi o orgasmo.

ainda não me tinha levantado já ele dormia, satisfeito. confesso que não me senti nada bem nesse momento, senti-me usada, mas pouco, tão pouco que nem sequer me senti “abusada”. foi realmente como diz o velho ditado: “muito rastilho para uma bomba tão fraquinha”. vesti-me e saí, e ele nem deu por nada. não voltamos a falar sobre essa noite, aliás, ainda bem, porque realmente a falar, fala-se sobre coisas que realmente valham a pena, certo?

 

sinto-me: que treta
banda sonora: the fray - how to save a life
publicado por diariodeumamulhermadura às 08:50

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Terça-feira, 13 de Maio de 2008

experiencias anais

quero contar-vos hoje mais um segredo, ou vários, que mais uma vez surgem das minhas longas conversas com a “su”.

enquanto lia algo semelhante a um estudo numa revista da moda na esplanada há uns dias (e que bem que se estava) a “su” comenta – olha olha, havia de ser bonito! o que é que havia de ser bonito? – perguntei eu. diz aqui que segundo um estudo recente as mulheres europeias têm mudado as suas mentalidades e têm-se dedicado a práticas sexuais mais excêntricas, como exemplo diz que mais de 50% afirma praticar sexo anal regularmente e que uma percentagem significativa diz mesmo que substituiu uma parte do sexo vaginal pelo anal como forma de obtenção de mais prazer e melhor satisfazerem os parceiros.

pois, realmente não sei se concordo muito, vaginal é vaginal. olha lá, e tu? eu o quê? tu, dás muito o cuzinho ou nem por isso?

fogo “su”, estás mesmo directa, é sem vaselina nem nada ;) rimos as duas. por acaso é, nunca usei disso! só óleo johnson para bebé ;) mas conta lá, vá!

oh pá, que é queres que te diga, de vez em quando, lá calha, mas não substituo uma boa “queca” à antiga, é um complemento que muito de vez em quando lá aparece. e gostas? claro! se não, não o fazia não achas? sim, tens razão!

mas olha que nem sempre foi assim, houve alturas que detestava, abominava mesmo. então porquê? olha por causa de um palerma com quem andei na universidade, lembras-te do rui? eina que mal, aquele idiota do cabelinho à freak? sim, esse, foi ele o primeiro que me quis ir ao rabinho. e tu deixaste? fui-me esquivando algumas vezes mas o gajo um dia apanhou-me a jeito e lá lhe fiz a vontade, a verdade é que também estava desejosa de experimentar, mas saiu-me, literalmente, o tiro pela culatra ;) ahahaha, gostei dessa, bem metida. mas porque, foi assim tão mau? o gajo era um palerma, só eu é que parece que não via isso, percebia menos da coisa do que eu, e achava que era chegar ali, mandar duas cuspidelas para o rabo e pimba cá vai disto. bolas, imagino! foi muito má mesmo a experiencia, só dor e mais dor e nada de prazer, e depois o gajo era um bruto do caraças, queria lá saber que eu gritasse ou que o mandasse parar. deu-me cabo do cu todo, literalmente, fudeu-me toda. mas o pior é que fiquei com esse trauma durante imenso tempo e não deixei ninguém sequer aproximar-se.

até um dia! sim até um dia que felizmente dei com aquele do banco, a sério? esse “copinho de leite” foi-te ao rabinho? não posso acreditar nisso. oh oh, se foi, foi excelente, demoramos horas a preparar a coisa, bem lubrificados, com calma, foi-me dilatando e quando o meteu lá dentro tivemos um bom bocado só assim parados até me habituar, depois foi um espectáculo, pela primeira vez senti mesmo prazer no sexo anal e para o final até lhe pedi que se viesse dentro. a serio? bem, o “copinho de leite” saiu-se em grande, já vi. podes crer que sim, muito atencioso e carinhoso, melhor “enrabadela” que já tive ;)

acho que depois já tive outros bons momentos, mas essa ficou-me sempre porque perdi o trauma e passei a saber como desfrutar e quando, porque nem sempre me apetece e quando não apetece nem vale a pena começar.

sim, nem mais, eu também sou assim, mas confesso que apesar de já ter experimentado mais do uma vez ainda não consegui passar do ardor, é uma questão de jeito, teu e dele, lava-te extremamente bem e vai tu por cima e testa até onde te sentes confortável, vais ver que depois de conheceres os cantos à casa a coisa muda de figura;)

olha que esta não estava eu à espera, ter lições de sexo anal tuas, está bem está, o que a vida nos surpreende.

 

sinto-me: rainha do dia
banda sonora: tribalistas - já sei namorar
publicado por diariodeumamulhermadura às 08:06

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Sábado, 10 de Maio de 2008

um “engate” original

há uns tempos atrás, fui, como é habito, com a “su” matar o vicio. os leitores ainda não sabem mas “matar o vicio” significa comprar roupa e, no meu caso, mais propriamente lingerie. sim, admito, sou uma viciada em lingerie, há muito que perdi a conta das cuequinhas, soutiens e similares que tenho, muitos deles que nem sequer usei ou usei apenas uma ou duas vezes, mas sou assim, há quem seja viciada em sapatos (não é “su”) e há quem seja viciada em lingerie.

 

mas como ia contando fui com a “su” matar esse meu vicio. entramos numa loja que costumamos frequentar e lá fomos vendo, revendo e remexendo em tudo. passados alguns minutos há um homem na casa dos trinta e muitos que se dirige a nós, mais propriamente à “su” e lhe pede ajuda. ela fica meio aparvalhada e responde com alguma rudeza – por acaso o senhor acha que eu trabalho aqui? o homem pediu delicadamente desculpas dizendo que não era sua intenção melindra-la, ele não a havia confundido com uma das funcionarias da loja que estavam, como sempre, bem identificadas, o que ele queria era ajuda dela para escolher um conjunto de lingerie para oferecer, pois, segundo ele, queria comprar para uma “amiga” e não sabia escolher nem os tamanhos e a “amiga” era em tudo semelhante à “su”.

 

a “su” lá moderou o feitiozinho difícil dela e soltou uma das “bocas” dela retorquido – já percebi que já me tirou as medidas todas. o homem sorriu e disse que sim, mas com boas intenções. claramente este homem não conhecia a “su” e não sabia que não pode provocar este instinto de provocação linguistica com ela porque ela responde sempre à letra. remate da “su”- ah é, com boas intenções, isso é que é uma pena ;)

 

despertada pela troca de “provocações” com o dito homem (que não era nada de deitar fora) lá foi com ele em busca da lingerie. perguntou que tipo de conjunto queria e essas coisas. ele apenas disse, gostaria que escolhesse como se fosse para si. e ela não se fez rogada, escolheu logo do mais sensual e provocante que havia na loja, vermelho e mini, como ela gosta. o homem agradeceu e dirigiu-se à caixa para pagar enquanto nós voltamos à nossa azafama. quando finalmente nos dirigimos à caixa para pagar as nossas compras tivemos a surpresa das surpresas, uma das funcionarias entrou à “su” um embrulho dizendo que era para ela. percebemos de imediato que só podia ser do homem e era mesmo, dentro tinha um cartão de visita dele com uma pequena mensagem nas costas dizendo: obrigado pela ajuda, espero que fique tão bem em si como imaginei que ficaria. a “su” quase caiu de costas e foi a primeira vez que a vi realmente envergonhada.

 

saímos da loja e fomos almoçar, ao almoço conversamos sobre o sucedido e perguntei-lhe – então, vais ligar? vou, claro que sim, para agradecer! só? riu-se e disse: quem sabe?

 

a verdade é conheço bem a “su” e sei que adora surpresas e ser surpreendida e aquele gesto caiu-lhe em muito boas graças.

 

sei que lhe ligou mais tarde e que se encontraram, mas o diário é meu e não estou aqui para contar a aventuras da “su” que não me dizem respeito ;) mas sei que a lingerie ficou bem e que o homem deu por bem empregue o seu gesto.

 

inclui esta historia no meu diário porque apesar de não ter ocorrido directamente comigo, estava presente e me fez pensar, realmente há gente que ainda sabe “galantear” uma mulher com algo mais do que um “posso conhecer-te?” da moda.

 

sinto-me: contente e invejosa
banda sonora: one republic - stop and stare
publicado por diariodeumamulhermadura às 03:30

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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

aniversário “vibrante”

era um dia como tantos outros, uma sexta-feira à tarde, véspera do tão aguardado fim-de-semana. estava exausta, a semana de trabalho tinha sido pesadíssima inclusivamente com horas-extra em quase todos os dias da semana, os “deadlines” assim o obrigaram.

toca o telemóvel, pelo som que vem da mala só pode ser a “su”. tou, olá, tudo bem? sim, tudo, olha, onde é que vamos jantar hoje? jantar hoje? porquê? hellooo, estás a brincar comigo, certo? brincar, porquê? que dia é hoje? sei lá! deixa-me ver. eu não acredito! não me digas que te esqueceste? completamente, eu só posso estar a ficar louca. estás estás, estavas era a ver se eu não me lembrava. onde é que vamos? sei lá, a sério que não me tinha lembrado. pensas tu e dizes-me. não, nada disso, a aniversariante és tu. então, espera lá, queres ir ao italiano, àquele perto da praia? claro que sim! ok então vou tentar marcar mesa e já te digo a hora.

pois é, a minha cabeça andava mesmo a quilómetros de distância, com o trabalho e cansaço esqueci-me que fazia anos. ou será que o meu subconsciente me tinha feito esquecer propositadamente a data por estar a mudar de algarismo das dezenas? sinceramente não sei, mas confesso que interrompi por uns momentos o trabalho e pensei, bolas, já. já vou fazer 30 anos. que é que aconteceu desde os 25 que eu não me lembro de nada, olha, vou passar a ser “trintinha” ;) ri-me sozinha e voltei ao trabalho.

combinei a hora com a “su” no restaurante e saí do trabalho à pressa para ter tempo ao menos de tomar banho e por algo mais decente para tão célebre comemoração.

atrasada como quase sempre, lá cheguei. a “su” já lá estava à espera para me dar os parabéns, chiu, disse-lhe eu. ainda alguém ouve e me perguntam quantos faço. achas? e não me digas que tens vergonha de fazer 30 anos? vergonha não tenho, mas parece que fui apanhada de surpresa, não estava nada à espera. deixa-te disso, vamos mas é jantar.

o jantar foi óptimo e muito bem regado com vinho e as conversas da ordem, no final do jantar ela entrega-me um saco de embrulho e diz-me: toma! é para ti, espero que gostes! mal agradeci comecei logo a querer abrir aquilo à força e com a maior rapidez possível (sou viciada em abrir prendas, não aguento mesmo) a “su” põe a mão por cima como que me acalmando e dizendo: cuidado que pode ser que não queiras tirar assim para fora do embrulho. e tinha razão, se não fosse isso tinha apanhado mais uma vergonhaça, era um body preto, lindíssimo, em transparência mas não rendado (como ela sabe que eu gosto) bem cavado e fio-dental, vinha acompanhado de um cartãozinho que dizia, espero que te fique “a matar” e que com ele vestido ou já despido tenhas muitas alegrias ;) assinado “su”.

muito bom amiga, adorei, a prenda e a mensagem. mandei vir uns “limoncellos” para brindarmos. para quem não sabe o “limoncello” é um licor de limão que, basicamente, tem na sua composição limão, açúcar e muito álcool. tanto álcool que apesar de ser guardado no congelador (deve beber-se assim bem gelado mesmo) nunca congela. è uma bebida tipicamente italiana e esta sempre presente nos bons restaurantes italianos, portanto se querem saber se um restaurante italiano é bom ou não, perguntem se tem “limoncello” ;)

terminado o jantar e já meias zonzas (o raio do licor bate mesmo forte) fomos para minha casa pois já não estávamos em grandes condições de ir para lado algum. ao chegarmos a “su” volta a surpreender-me retirando da mala dela um novo embrulho. toma amiga, este guardei para te entregar em casa, sei como és com os embrulhos ;)

o quê? mais? abre vá! no papel de embrulho estava escrito apenas: “toda a mulher de 30 deve ter um”. abri rapidamente o embrulho pois não consigo mesmo conter a minha curiosidade.

era

um

vibrador

um vibrador “realistic” (como dizia na caixa) de dimensões bastante “avantajadas” e vinha acompanhado de uns pacotes de lubrificante que diziam “for complete pleasure”. confesso que fiquei meio aparvalhada com tamanha oferta.

ela sentiu isso e perguntou se não tinha gostado ou se a tinha ofendido de alguma forma. claro que não, só não estava à espera ;) rimos.

vai lá por o que te dei, quero ver como te fica – disse a “su”. o quê? o vibrador? perguntei eu no gozo ;) não, o body primeiro, o vibrador também posso ver mas experimentas depois ;) responde ela como sempre nunca se deixando ficar atrás.

e lá fui eu, despir-me e vestir-me para a passagem de modelos em lingerie a ter lugar na “passerelle” da minha sala entre o sofá e a mesa de centro.

uau diz ela assobiando em seguida. se eu fosse homem não me escapavas. e sendo mulher, escapo?

com esta até ela se admirou, realmente eu estava com uma tiradas fortíssimas já parecia “ela”. mas após alguns segundos para engolir o “sapo” faltava a resposta da ordem – hum, realmente, não sei se escapas não! ;) rimos que nem duas loucas, o que, bem vistas as coisas, até somos.

depois da passagem de modelos e já eu ia pronta para me por em trajes mais “decentes” diz ela – agora falta o outro! qual outro? estas a gozar? não, não estou. quero ver como te ficam as prendas que te dei.

mas estás mesmo a falar a sério? achas que vou agora experimentar o vibrador aqui e agora, na tua frente. porquê, tens vergonha é? nunca pensei, depois de tudo o que já passamos. não, não é nada disso, só que, sei lá, nem sei bem como usar isso. ah, então é isso, precisas de ajuda. mas quanto a isso não há problema, sabes quem que eu te ajudo sempre.

fiquei meio “bloqueada” com a resposta mas como sempre o meu espírito aventureiro é mais do que despertado pela “su” e pelos seus constantes devaneios.

mas olha lá, e tu sabes usar isto? – perguntei eu. claro, achas que não tenho um? tens? claro, como te disse, todas as mulheres de 30 têm que ter um, o meu já tenho desde o ano passado ;) então vá, ensina-me! mas ensina-me bem senão tenho que te estar sempre a pedir para me ajudares cada vez que o quiser usar ;) espera aí que eu já te atendo – diz ela.

limpou o vibrador com umas toalhitas desinfectantes e foi pondo o lubrificante enquanto eu me deitava no sofá. tirei as cuequinha e diz-me logo ela – é lá, podias ter avisado que estavas assim tão excitada que escusava de gastar tanto lubrificante ;) cala-te! vais-me enviar essa coisa ou não? não precisas de pedir mais vezes, toma lá. e não é que a parvinha me mete aquilo tudo assim quase a sangue-frio e de uma só estocada. até vi estrelas. foda-se! não exageres! assim rebentas-me com a “ratinha” toda. então, não estavas com pressa? só fiz o que me pediste ;)

vá, ok, sem brincadeiras, vamos lá agora por isto em condições. à medida que ia movimentando o vibrador  dentro de mim as sensações eram engraçadas, o lubrificante que ela pôs dava uma sensação de calor que não esperava, confesso que estava à espera de sentir algo frio e impessoal mas a sensação de suavidade e calor até que era bem interessante. ok, diz ela, agora vem a melhor parte. então porquê, que é que vais fazer? disse logo eu meio em pânico. calma, não te preocupes, vou só ligar aqui a coisa, isto chama-se vibrador por alguma coisa, certo?

pois era, estava a desfrutar tanto do calor e suavidade que nem me lembrei que não sentia vibração alguma. ligou e a primeira sensação foi arrepiante, parecia que tinha ligado uma “epilady” dentro de mim, mas ela acalmou-me e mandou-me relaxar, retirou o aparelho de dentro de mim e começou a massajar-me os lábios da ratinha com a vibração, a sensação melhorou, mas confesso que o barulho me fazia alguma confusão, ao chegar ao clítoris deu-se a explosão, aquela sensação de vibração parecia que me dava micro-choques eléctricos que me faziam saltar num misto de prazer e cócegas, senti-me extremamente molhada depois disso e ela voltou a enfiar o vibrador dentro de mim e desta vez executava movimentos mais amplos e profundos à medida que a sentia aumentar também a intensidade da vibração. não era igual a ter sexo com um homem nem nada parecido mas confesso que estava a ter mais prazer com aquilo do que esperava.

passados alguns minutos comecei a ter uma espécie de pequenos orgasmos consecutivos como pequenas réplicas antecipando o que ai vinha, a grande erupção, e que grande orgasmo tive eu, agarrei-lhe os braços com força (até lhe vinquei as unhas) e vim-me de uma forma brutal durante largos segundos, até porque ela não tirava o vibrador de dentro de mim e quanto mais me contraia com o orgasmo mais o sentia vibrar e era como um ciclo vicioso que parecia não ter fim. não consegui aguentar aquela sensação muito mais tempo e mandei-a parar. estava exausta, tinha tido um orgasmo incrivelmente longo e que me havia deixado quase ko.

recuperei por alguns segundos e ouvi a “su”, então, que tal é a prenda? óptima! respondi de imediato, só não sei se vai funcionar sempre assim. se precisares de umas dicas ou de uma mãozinha, já sabes ;)

e tu? não queres testar a máquina? hoje não posso amiga, estou naqueles dias, mas não rejeito o convite, guardo-o apenas para daqui a mais uns dias, pode ser? ;)

sempre que quiseres amiga, sempre que quiseres.

 

sinto-me: impressionada
banda sonora: lighthouse family - i wish
publicado por diariodeumamulhermadura às 12:11

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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

algarve “swing” surpresa

verão de 2002, eu e a “su” tínhamos acabado de nos separar em termos de habitação. estávamos até bastante longe uma da outra e raramente nos encontrávamos, mas nunca perdíamos o contacto diário pelo telefone, e-mail ou “messenger “ (no trabalho) ;) tínhamos combinado tirar uns dias de férias ao mesmo tempo para que pudéssemos pôr a conversa em dia.

algarve foi o destino escolhido, uma tia da “su” tinha um apartamento de veraneio junto à praia da rocha em portimão que ela costuma alugar aos turistas. estávamos ainda na segunda quinzena de junho e como nessa altura não havia muita procura ela pediu-lho para passarmos uns dias.

já não nos falávamos “cara-a-cara” há uns 2 meses, o emprego mudou-nos de cidade e fez-nos afastar um pouco, mas apenas da vista porque continuávamos unidas como sempre.

mal nos instalámo-nos, pusemos logo os bikinis e rumamos à praia. não estava um dia particularmente quente, o sol escondia-se por entre as muitas nuvens e raramente aparecia, mas isso não nos fez esmorecer. era para a praia que vínhamos e para a praia fomos.

sentamo-nos no areal que parecia imenso naquele dia e meio embrulhadas nas toalhas lá começamos a por a conversa em dia.

pela praia passeavam apenas alguns casais de “bifes” já vermelhões que nem lagostas e no mar alguns surfistas tentavam apanhar algumas ondas quase imaginarias.

então e como é que estamos de “gajos” pergunta a “su”. na mesma, respondo eu, pois é amiga, parece que afastadas perdemos a força ;) juntas formamos uma espécie de íman que atrai os gajos todos, rimos as duas numa enorme gargalhada. mas a verdade é que era mais ou menos isso, talvez porque quando afastadas nos dedicávamos quase exclusivamente ao trabalho e tudo o resto nos passava ao lado.

como não tínhamos muito o que fazer e estava até um certo frio resolvemos “gozar” com os surfistas que no mar fingiam apanhar ondas pois de ondas nem sinal, mas o gozo durou pouco que eles resolveram sair da água e vieram sentar-se e mudar de fato perto de onde nos estávamos. eram uns miúdos mas muito bem compostos fisicamente (e como eu adoro carninha) ;) muito atléticos mas muito elegantes e definidos com os quadradinhos dos abdominais a saírem todos, percebemos pela conversa que eram “locais”, ficamos ali a admirar a cena, semi-ocultas por entre os óculos de sol.

tão depressa como chegaram se foram, com as pranchas debaixo dos braços fortes e os calções a deixarem transparecer uns belos “rabiosques” ;)

estava na hora do almoço e rumamos nos também a um snack-bar próximo que já conhecemos de outros tempos. sentamo-nos na esplanada que estava fechada lateralmente com os toldos de plástico de forma a quebrar o vento, ali sim, estava-se muito bem. ocupamos um lugar mesmo na primeira fila e ao centro e pusemos as pernas em cima de um pequeno muro. estava quente e sabia mesmo bem aquele quentinho.

estamos nós já a comer e reparamos que ao fundo, dentro do café, estavam os surfistas já a finalizar a refeição e nas despedidas, dois deles ficaram e dirigiram-se à parte da esplanada sentando-se numa mesa ao nosso lado, reparamos que eram iguais ;) isso mesmo, eram gémeos, tão idênticos mesmo que era quase impossível distingui-los. a única forma de o fazer era mesmo pela roupa, pois, curiosamente, usavam os mesmos modelos mas em cores diferentes. a “su” decidiu logo fazer amizades metendo-se com eles fazendo uma piada ao facto de serem iguais.

palavra puxa palavra e conversa puxa conversa ficamos umas 2 horas ou mais nisto. acabamos por nos despedirmos deles combinando um jantar lá em casa nessa mesma noite e já eram 5 de tarde.

e agora “su” que é que vamos fazer? deixa comigo, conheço isto como as palmas das minhas mãos. fomos até uma rua meio escondida no meio da parte antiga bater a uma porta de uma casa tipicamente algarvia onde a “su” conhecia uma senhora que segundo ela fazia um arroz de marisco de “chorar por mais”, encomendamos o arroz à senhora que nos avisou logo que ia ficar meio “pobrezinho” porque era muito em cima da hora e não dava tempo de ela ir escolher os ingredientes.

tudo pronto, na hora marcada lá chegaram eles, bem vestidos e perfumados, trocamos um olhar de surpresa entre nós.

entre servirem os aperitivos que eles próprios trouxeram e começarem a arrumar as coisas para o jantar a nossa surpresa ia aumentando, estes rapazinhos eram mesmo muito “educados”.

o jantar foi longo e bem regado com um belo vinho por eles escolhido e a conversa claro, já ia bem animada, levamos estrategicamente as coisas para a cozinha e deixamo-los na sala. ainda não tínhamos passado totalmente a porta e já estava a “su” - e agora? como é? olha, logo se vê, disse-lhe eu rindo.

mais alguns drinks e algumas conversas “apimentadas” e sem sabermos bem como já estávamos aos pares, a “su” sempre mais despachada nestas coisas já se amassava com um deles no sofá e eu segui-lhe o exemplo.

momentos depois percebi que ela se estava a levantar e a conduzi-lo ao quarto do fundo e não passou muito mais tempo até que os começamos a ouvir a gemer, ouvi-los assim tão próximos e sabendo exactamente o que se estava a passar excitou-me de uma maneira que nunca pensei e era chegada a minha hora de desfrutar plenamente daquele rapazinho educado e cheiroso.

estávamos em quartos contíguos e as paredes eram extremamente finas e mal isoladas como se usava na altura e ambos ouvíamos tudo o que se passava em cada um dos quartos, e a excitação que isso dava era imensa. fodemos de todas as maneiras possíveis e imaginarias e tive um conjunto de bons e intensos orgasmos. ele também estava bem satisfeito e repousava um pouco a recuperar as forças. sai do quarto e fui à casa de banho. nem 2 minutos depois oiço a “su” a bater à porta. entrou e disse: grandes bombas! olha que se eu grito tu não me ficas atrás ;) rimos mais uma vez.

ainda eu mal me tinha levantado da sanita já estava a “su” nas suas divagações, sabes o que era mesmo bom agora? não “su” diz lá. fazermos uma troca. que troca? estás parvinha ou quê? assim, sem mais nem menos. não, uma troca sem eles saberem. fiquei mais confusa ainda.

plano da “su” era irmos ao quarto, colocar-mos uma venda em cada um dos rapazes e fazermos um jogo, sem que eles se apercebessem trocávamos de quarto de modo a que cada uma experimentasse ambos sem que eles soubessem.

era um jogo arriscado mas, para variar, alinhei e eles também foram na cantiga. depois de mais uma sessão de gemidos em tudo idêntica à anterior voltamos aos quartos de origem e caímos todos exaustos na cama onde adormecemos.

acordamos cedíssimo com o sol a bater nas nossas caras pois esquecemo-nos de fechar as portadas, levantamo-nos todos e fomos até à sala, mas os rapazes estavam com um ar “suspeito” um riso contido que não percebíamos muito bem o significado, será que eles se tinham apercebido que tínhamos feito?

na cozinha enquanto preparávamos algo para comer, a “su” dizia, só pode eles “toparam-nos” mas também, que se lixe!

o pequeno-almoço foi assim meio estranho com toda a gente a parecer ter algo para dizer mas ninguém tinha coragem de dar o primeiro passo. foi então que um deles não se contendo mais riu-se e falou. olhem, desculpem lá o nosso riso, nós não vos queríamos faltar ao respeito mas é que nós percebemos logo o jogo de ontem de vocês. rimos a duas meio envergonhadas. ok não faz mal ;) não, continuo ele, mas é que há outra coisa, não é por isso que nos estávamos a rir, mas sim porque nós pensamos e fizemos o mesmo ;) riram-se eles que nem loucos ficando nós com cara de parvas a olhar.

depois de raciocinarmos uns segundos finalmente acordamos e percebemos o que eles nos estavam a querer dizer, ou seja, quando nós trocamos de quarto eles já o tinham feito anteriormente e acabamos por estar sempre com a mesma pessoa ;)

ok, já diz o ditado que “amor com amor se paga” rimos todos a bom rir num misto de vergonha e comédia pelo momento algo anedótico.

antes de sairmos em direcção à praia rematou o outro, mas olhem não há problema, podemos sempre voltar, se quiserem ;)

quem sabe, quem sabe! – dissemos nós rindo.

 

sinto-me: envergonhada
banda sonora: jennifer lopez - let's get loud
publicado por diariodeumamulhermadura às 09:32

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Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

vamos fazer algo verdadeiramente louco

segunda-feira, dia chato, mais chato e mais aborrecido ainda quando não se fez nada de jeito. entre uma manhã de entrevista para um possível emprego e uma tarde passada a olhar para montras de shopping sem comprar nada a escolha é difícil sobre qual o pior momento do dia.

ainda a viver com a “su” na nossa fase pós-universitária mas com ela com mais sorte do que eu em termos de emprego, os dias estavam um tédio mesmo.

cerca das 8 horas chega a “su” com aquele ar de atarefada de “dona de casa” com sacos de supermercado misturados com a pasta do trabalho e um casaco que foi buscar à lavandaria.

recebo-a no sofá, nem me mexi, apenas disse: olá. então, que é que se passa contigo, estás doente ou quê? não, estou para lá de entediada, o dia foi uma verdadeira porcaria. ok, já percebi que não correu muito bem, mas deixa lá que estamos juntas nesse barco, hoje o meu também foi para esquecer.

e jantar? - diz ela. não me apetece nada, não me apetece sequer pensar em ir para a cozinha. olha, a mim também não, estou que nem posso dos meus pés. pedimos uma pizza? – diz ela olhando para mim e soltando uma gargalhada. não me consegui conter e apesar da neura com que estava ri também. a risada tinha a ver não com a pizza em si mas com o entregador de pizzas de um restaurante ali próximo de casa. era um miúdo com os seus 18 ou 19 anos com um ar atlético, alto e bastante engraçadinho. numa maluqueira da “su” algum tempo antes, que lhe deu para lhe lançar “olhares penetrantes” durante uma entrega de comida ficou algo “no ar” e cada vez que foi lá a casa depois disso olhou-nos sempre de maneira diferente.

pizza? pode ser. não estou mesmo com muita vontade de pensar noutra coisa, pede tu. lá foi ela para o telefone e passado um pouco grita, 25 minutos, pode ser? já não é mau gritei eu, mas preferia 1 horinha bem aviada. o que eu não sabia era que ela ainda estava ao telefone e passei uma vergonhaça logo ali.

podias ter avisado “su”, eu sabia lá que ainda não tinhas desligado. olha, acontece, agora ficaram a saber todos os teus gostos ;) e riu-se.

se já não estava muito animada a situação ainda me deixou mais chateada, detesto passar vergonhas, como já devem ter percebido por posts anteriores, fico furiosa. mas desta vez a culpa era mesmo minha e não tinha em quem descarregar, nisto diz a “su”: vamos fazer algo verdadeiramente louco!

quê? “su” hoje não estou com muita paciência para essas coisas. não, a sério, vamos, vamos, vais ver que te animas logo. sim, claro, e que tipo de coisa “verdadeiramente louca” é essa, posso saber?

podes, claro que podes, até porque vais fazer parte dela ;) vamos atacar o rapaz das pizzas! vamos quê? tu não estás boa da cabeça! vamos atacar o rapaz das pizzas? porquê? estás a ver se nos metes nalguma alhada.

nada disso, já viste como ele olha para nós daquele aquele dia? ele está mortinho por acção. mas acção que acção? que é que estás a pensar fazer? e correu para a sala frenética como sempre a contar-me o seu plano “mirabolante”.

estás louca – disse-lhe eu de pronto. não estou nada! vai ser o máximo! alinhas ou não alinhas?

ela sabe que eu detesto que ela diga isso, ela sabe que eu não suporto esse tipo de desafios e mais uma vez assim me “comprou”.

tocam à campainha, era, pois claro, o rapaz da pizza, subiu e entregou a pizza como sempre, recebeu o dinheiro e quando já se ia embora a “su” grita: não tem chouriço! o rapaz ficou boquiaberto de espanto e perguntou - há algum problema? há! diz a “su”, a pizza não tem chouriço! sim, é verdade diz ele tentando ser educado, mas não me lembro de ter pedido com chouriço. pedi sim diz ela, eu quero sempre com chouriço! e quero agora! e dizendo isto lança mão aos “apetrechos” do rapaz em busca do seu chouriço ao mesmo tempo que eu fecho a porta de casa e me encosto a ela. o rapaz mudou de cor umas 10 vezes seguidas, sem saber o que dizer ou fazer, acho até que ia morrendo de estar tanto tempo sem respirar, mas a “su” não se fez rogada, começou, iria acabar, como sempre.

abriu-lhe num ápice as calças e literalmente devorou-lhe o pénis, fazendo desaparecer dentro da boca, o rapaz permanecia branco como a parede e sem reacção, apenas dizia coisas que soavam a: mas, mas, olha, eu não posso, sem que nada disso fizesse parar os intentos da “su” que lhe chupava o, mais composto “zezinho”.

ás tantas, já com ele resignado e encostado ao móvel do hall de entrada a desfrutar do momento, ela pára e grita para mim – vais ficar ai a olhar? ajuda-me aqui! e lá fui eu para a confusão, de facto o rapazito tinha um “zezinho” de fazer inveja, era totalmente proporcional ao resto, atlético e forte e brincamos de “ora para ti, ora para mim” uns quantos minutos até que ele num impulso profundo se veio e como veio para a cara da “su” que entretanto tinha percebido que estava na hora e o masturbava a bom ritmo.

levantou-se a “su” e foi directa à casa de banho limpar-se o rapaz ainda meio boquiaberto arrumou como pode o “zezinho” e foi por mim empurrado para fora de casa, ao sair olhou com apreensão o relógio e disse: estou tramado! respondi-lhe – não estás nada, diz que não tínhamos dinheiro e tivemos que o ir buscar.

adeus, disse-lhe eu enquanto esperava no patamar pelo elevador, juntando-se a mim nas despedidas a “su” já mais “composta” que rematou – espero que tenhas gostado da gorjeta.

fechamos a porta, olhamos uma para a outra e ri-mo-nos que nem duas perdidas. com tudo isto a pizza ficou fria, será que iríamos ligar a reclamar do serviço? ;)

sinto-me: louca
banda sonora: melanie c - the moment you believe
publicado por diariodeumamulhermadura às 02:54

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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

noites quentes da queima

o aproximar da data fez-me recordar um episódio que se passou há já uns bons aninhos, éramos nós (eu e a “su”) duas estudantes a tempo inteiro a lutar para terminarmos os nossos cursos entre outras coisas ;)

estávamos na penúltima noite da “queima” e ambas retidas em casa a estudar para um exame, que porcaria de noite. da janela aberta para “arejar” os pensamentos ouvíamos ao longe a festa lá fora e o pessoal alegremente alcoolizado aos gritos, uma animação ;)

vira-se a “su” no seu jeito peculiar: foda-se! sempre a mesma merda, o pessoal a curtir e a gente com os cornos enfiados nestas fotocópias mal-cheirosas, sim, a “su” tem uma mania que desenvolveu durante a faculdade que é a de achar que as fotocópias cheiram pior que um esgoto a céu-aberto. realmente, é uma treta mesmo, também estou farta disto. bora sair! – diz ela com os olhos a brilhar. achas mesmo? a estas horas? vamos fazer o quê? apanhar o pessoal bêbado do chão? a estas horas já ninguém nos conhece sequer e daqui a meia-hora fecha a “barraca” (que é como chamávamos ao recinto das festas estudantis). ah, mas não pode ser, hoje apetece-me apanhar uma “cabra” – diz ela mais uma vez. mas espera aí que eu já te atendo. e dizendo estas palavras saiu porta-fora voltando passados alguns minutos com uma garrafa de vodka de uma marca que nunca tinha visto ou ouvido falar e até hoje nunca mais voltei a ver. que é isso, perguntei-lhe. isto é do melhor, diz ela.

passado uns segundos vejo-a caminhar da cozinha para o quarto com 2 copos cheios de gelo, a garrafa debaixo do braço e um compal “fresh” de laranja que estava aberto no frigorífico há dias e que ninguém acabava. isto é um bocado “puxado” mas com o “fresquinho” marcha tudo.

pusemos clara e imediatamente as fotocopias de lado e fizemos um brinde às noites de porcaria que passamos a estudar enquanto os outros se afogam em álcool ;)

alguns brindes depois e com a cabeça já meio anestesiada começamos com as nossas conversas do costume que vão sempre ou quase sempre parar no mesmo assunto: sexo.

e dizia a “su”, o que apetecia agora era um belo “minete” para relaxar. ao que eu respondo de pronto e já com o álcool a falar, vê lá se queres que tu faça ;) desafio lançado começou a “peixeirada” respondendo ela com um sonoro: importava-me pouco!

palavra puxa palavra e o assunto vai parar aí mesmo, às experiencias sexuais e mais propriamente às homossexuais, e passados alguns minutos ambas chegamos à mesma conclusão, nenhuma de nós tinha realmente experimentado mas ambas tínhamos muita curiosidade acerca do assunto. a “su” dizia, é pá, uma mulher deve ser óptimo, sabemos onde é que sabe bem e como escusamos de andar a “guiar” os gajos ;) e ria-se.

às tantas dou por ela a ouvir as minhas aventuras com a mão dentro dos shorts que ela sempre usava como pijama e a tocar-se. olha lá, mas tu estás a tocar-te minha parva? disse eu de imediato mas sentindo uma certa emotividade pelo sucedido e por ela se estar a masturbar com algo que era muito íntimo e muito meu. porquê? importas-te? eu não, a ratinha é tua e a mão também ;) ri-me por um bom bocado.  a verdade é que aquela vodka tinha ajudado a retirar as poucas inibições que nós tínhamos uma com a outra e agora contávamos histórias e vivencias ao ritmo que as mãozinhas marotas passeavam dentro das cuequinhas. sim, já não era só a “su” também eu me tocava e me excitava ao ver a minha amiga tocando-se e gemendo de prazer ao ritmo da conversa.

sentadas no chão de alcatifa e encostadas à cama partilhávamos momentos de grande intimidade que nunca pensei a vir a partilhar, muito menos com uma mulher. ela estava frenética e pedia-me que lhe alcançasse a garrafa, queria um golo directamente dela pois o “fresh” também já se tinha ido.

toma, bebe um golo também, à nossa amizade e ao momento, dizia ela. ao levar a garrafa à boca apercebi-me que dela emanavam já os cheiros e os líquidos dela e bebi, brindando e brincando com ela dizendo, agora é vodka com sabor à tua “ratinha”. ela riu-se com olhar lascivo, como que se tivesse acendido alguma luzinha naquela cabecinha. vira-se e diz: ah, isso não vale, agora quero eu beber um golo com sabor à tua ;) rimos as duas. pouso a garrafa no chão, levanto com dificuldade o meu rabo do chão e dispo as calças do meu pijama junto com as cuecas já ensopadas, pego na garrafa de novo e levo o gargalo à minha ratinha esfregando-o bem no líquido que escorria abundantemente, passei-a à “su” dizendo: é assim que queres?

excitada com a imagem mental de a ver beber pela garrafa que acabara de esfregar em mim nem reparei que ela não bebeu logo, fez um compasso de espera e disse: não, não é assim que quero, é assim. e dizendo isso virou a garrafa vertendo a vodka por cima do meu clítoris e rapidamente colocou lá a boca e bebeu dali mesmo. não podia acreditar, a “su” estava literalmente a fazer-me o tal “minete” que ela queria, a mim. não tive reacção e apenas ali fiquei, desfrutando daquele misto de arrepios provocados ora pela vodka ora pela língua dela. após alguns segundos atingi o orgasmo e que orgasmo, toda eu estremeci e não consegui conter um gemido bem alto. ela levantou-se, alcançou a minha boca, beijou-me e disse: é assim que sabe a tua ;) rindo-se em seguida.

depois disso não tinha como “dar parte fraca” era ali e agora que ia ter aquela experiencia memorável, a “su” já estava bem passada do álcool mas ainda bem consciente, deitei-a no chão e tirei-lhe os shorts e as cuecas também elas igualmente ensopadas, tinha uns lábios carnudos, bem mais carnudos que os meus e foi num segundo que cai de boca naquela “ratinha” e lambi cada centímetro dela, queria muito prova-la e retribuir à “su” a experiencia de orgasmo que ela me tinha dado, aproveitei para explorar um pouco mais fundo enfiando a língua na vagina dela e percebi que ela gostou, após poucos minutos senti-a retorcer-se e puxar a minha cabeça de encontro à “ratinha” dela com alguma força e dizendo: ai vou-me virrrr!

após este momento não falamos mais nada, deitamo-nos as duas na cama e abraçadas trocamos 2 ou 3 beijinhos carinhosos e adormecemos.

 

sinto-me: feliz por estas memórias
banda sonora: shania twain - man, i feel like a woman
publicado por diariodeumamulhermadura às 05:39

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