Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

o “mito” dos africanos

alguns anos passaram (não gosto de dizer muitos, faz-me parecer velha) desde que trabalhei em part-time num bar, num daqueles empregos de estudante universitária para ganhar uns trocos que me ajudassem a pagar os estudos, nada mais comum nos tempos que corriam. servia bebidas, apanhava copos e até fazia parte do “show” do bar, que acontecia lá para altas-horas da noite antes do fecho e em noites de casa cheia.

o show consistia em pouco ou nada de significativo, apenas o “staff” subia para cima dos balcões e dançava ao ritmo do dj de serviço (que era sempre o mesmo) enquanto brindava com um copito com o resto dos clientes, ao que se seguia o “esvaziamento das garrafas”. as garrafas que usávamos para os chamados “shots” e outras bebidas que estavam quase no fim eram esvaziadas de cima do balcão para cima da multidão de jovens mais do que bêbados que abriam as suas bocarras aos céus (neste caso ao tecto) para apanharem mais umas gotas de qualquer coisa alcoólica à borla. e assim fechava a casa.

isso para dizer que um dos meus colegas de “staff” nessa altura era um jovem de descendência cabo-verdiana que tinha a mania que sabia dançar ;) era um dos barmen mais procurados pelas meninas pois tinha sempre um truque novo na manga e usava sempre trajes “alternativos” como camisas abertas, chapéus de coco, calças justas, etc.

uma certa noite de casa-cheia, durante o “show” da praxe ele puxou-me para ele durante a dança final e dançamos juntos com ele roçando-se todo em mim, como aliás era hábito dele fazer pelo bar, inclusivamente com as clientes que pareciam gostar da cena pois voltavam. creio que só por isso essas coisas eram toleradas pelo dono, manifestamente o estilo e provocações dele atraiam clientela feminina o que é sempre uma “mais valia” para uma casa.

a noite terminou, a porta fechou e passamos às arrumações durante as quais ele continuou de certa forma a dança e a provocar-me aqui e ali roçando-se em mim cada vez que passava. cheguei mesmo a perguntar-lhe se estava com o “cio”. respondeu que estava sempre.

no final da noite e já depois de sairmos do bar acompanhou-me durante uma parte do curto percurso até casa. no ponto de separação, despediu-se de mim e disse-me ao ouvido – não queres ir continuar a dança? confesso que não estava à espera de tanta provocação e a forma como ele me disse aquilo ao ouvido deixou-me arrepiada. a verdade é que o “roça-roça” que fez durante parte da noite já me tinha deixado algo “desperta” para a coisa. beijou-me. senti-me totalmente arrepiada e o álcool de tínhamos bebido em mais 2 ou 3 brindes “internos” depois da porta fechar também me deixara “quentinha”. decidi quase sem pensar ir com ele, subimos as escadas do velho prédio onde morava até ao 1º andar e entramos, era uma casa muito antiga que o senhorio alugava os quartos a estudantes e pessoas sozinhas mais ou menos de passagem como era o caso dele.

não estava ninguém, os dois colegas com quem partilhava a casa estavam fora temporariamente pois eram estudantes universitários e estavam em estágio.

num impulso quase animalesco despimo-nos a alta velocidade quase arrancando a roupa um ao outro. disse-lhe – só com protecção! ele colocou de pronto o preservativo e agarrando-me ao colo atirou-me para cima da cama e apontou-me o “zezinho” dele à entrada da minha ratinha já para lá de molhada. era na verdade grande, bastante grande mesmo, muito maior que qualquer outro que tinha conhecido ou que conheci até hoje e cheguei a temer pelo resultado. penetrou-me e percebi que aguentava bem aquele “pau preto”, aliás, aguentava bem demais. estranhei o facto de não me estar a custar nada e de ele estar com algumas dificuldades para mo meter todo. agarrei-o com a minha mão e percebi de imediato o que se passava, era bastante maior é verdade, mas também bastante mais mole, não estava rijo como era comum sentir e tive que o forçar para o meter dentro de mim.

depois de algum tempo a penetrar-me num vai-vem pendular e bem ritmado tirou-o para fora, virou-me ao contrário, ficando de 4, percebi que se masturbou algumas vezes e voltou a tentar penetrar-me. abri-me toda, o mais que pude, guiando o pau dele para a entrada da minha ratinha agora totalmente sedenta por uma boa foda. desta vez entrou melhor e mais fundo, a posição parecia excita-lo mais e agarrando-me os cabelos com uma das mãos deu-me várias estocadas bem mais fundas e mais apetecíveis, gemi pela primeira vez e comecei a ter verdadeiro prazer mas após curtos minutos ele veio-se ficando totalmente “off” em seguida. percebeu claramente que eu não tinha atingido o orgasmo ainda e meteu boca ao trabalho para me fazer vir com a língua. aí sim, aqueles lábios carnudos fizeram um óptimo efeito chupando-me prolongadamente o clítoris e os lábios da ratinha, finalmente atingi o orgasmo.

ainda não me tinha levantado já ele dormia, satisfeito. confesso que não me senti nada bem nesse momento, senti-me usada, mas pouco, tão pouco que nem sequer me senti “abusada”. foi realmente como diz o velho ditado: “muito rastilho para uma bomba tão fraquinha”. vesti-me e saí, e ele nem deu por nada. não voltamos a falar sobre essa noite, aliás, ainda bem, porque realmente a falar, fala-se sobre coisas que realmente valham a pena, certo?

 

sinto-me: que treta
banda sonora: the fray - how to save a life
publicado por diariodeumamulhermadura às 08:50

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5 comentários:
De Nuno a 14 de Maio de 2008 às 11:17
Olá
Li a tua resposta ao meu comment anterior, e entendo a tua parte, o vosso instinto "carnal" desperta mais quando estão as duas juntas, o que acho completamente natural, pena não ser uma das "vitimas" lol.
Espero que continues o teu bom empenho no teu diario, tens um leitor e admirador garantido.
Continuação de um bom dia.
Beijos
Nuno
De diariodeumamulhermadura a 14 de Maio de 2008 às 11:20
obrigada nuno é sempre bom saber que existem pessoas que leêm com carinho e dedicação aquilo que fazemos e de certa forma valorizam esse trabalho.

volta sempre.

beijinhos
De João Cordeiro a 14 de Maio de 2008 às 12:20
Olá querida amiga!
Há muito que venho lendo as tuas páginas de diário de uma mulher madura.
No entanto, nunca deixei qualquer comentário.
Não, por ser pudente ou tímido, mas simplesmente porque não iria enriquecer certamente os textos que li.
Mas, hoje julguei ser um dia para deixar o meu contributo.
De facto deixas escapar nos teus textos um misto de erotismo e sensualidade que nos transportam para o “interior” das tuas histórias.
Consegues retratar estes assuntos, considerados por muitos como tabus, de uma forma soberba, com uma narrativa bem estruturada e principalmente descomplexada.
Abordas os diversos temas com gosto e imaginação.
Sei que nem todos estão preparados para lerem estes “desabafos”. Sabes que fomos “apertados” mentalmente durante décadas e isso ainda se reflecte. Foram tempos conturbados e mesmo depois de nos cederem as rédeas, ainda subsiste o “parece mal”… era necessário distrairmo-nos um pouco dos pontapés no traseiro, dos cadáveres supliciados, das balas de morteiro suspensas em cima das nossas cabeças.
Então inventaram-se os bens de consumo, para nos distrair e animar. Para nos anestesiar o pensamento. Não convém que o “Zé”, matute… Há que fornecer diversões e analgésicos, para minimizar a dor de estar vivo.
As vitaminas, as boîtes, as auto-estradas, as mulheres nuas para espetar nas paredes, mas não para tocar.
Isso veio mais tarde. A televisão a cores, o optimismo do vale tudo, a política das rendas, a revolução imóvel, as férias quase de borla, os cruzeiros ao país dos ricos, as bebidas chiques ao pequeno-almoço.
O LSD, e todas as drogas modernas, o erotismo envolto em celofane, o strip-tease metafísico, o padre de blue-jeans, a freira de minissaia. O transmissor dentro do soutien, as casas pré-fabricadas, os concílios inconciliáveis, a educação sexual nas escolas e os referendos ao aborto.
O novo romance repleto de ordinarices, o cinema verdade como “O último tango em Paris”, de Bernardo Bertolucci com Marlon Brando e Maria Schneider no elenco.
Eu talvez ainda não tivesse atingido a maturidade quando da estreia, mas como podia desperdiçar um filme em que todos os aprisionados do Estado Novo se encontravam sedentos de películas proibidas.
Lembro-me ainda hoje de tudo… enquanto procura um apartamento em Paris, uma bela jovem conhece um americano, cuja esposa recentemente cometeu suicídio. Instantaneamente um deseja o outro ardentemente e iniciam naquele momento um tórrido affair.
Eles combinam que não revelariam nada de suas vidas, nem mesmo seus nomes, sendo que o objectivo dos encontros seria basicamente sexo.
Mas gradativamente os acontecimentos vão fugindo do controle de ambos.
Tudo isto nos caiu do céu, sem aviso prévio… como uma maionese gigante, um quebra-cabeças indecifrável para qualquer inteligência média, uma fabricação sem defeito. Ou seja uma alienação provavelmente irreversível.
Multidões idiotas e beatas, rodam sem saber para onde vão, mas lá vão elas, arrastando a sua fadiga e complexos.
Indo do interior para a periferia à procura de algo vago, prometido pelas cúpulas dos políticos. A fivela está afivelada.
Isto foi o que eu vivi desde os quinze anos. O que vi e observei e que numa certa medida me condicionou. A mim e a tantos outros. Isto seria o que eu gostava de ser capaz de escrever. E, porque não?
Talvez um dia… até lá, olha vou fazendo amor, que é mais in…

Um e perdoa-me o testamento
De diariodeumamulhermadura a 15 de Maio de 2008 às 03:29
bem, desculpar o quê?

o teu comentário está simplesmente fenomenal.

quem me deras que todos os leitores fossem assim, ou melhor, que todos os portugueses fossem assim pois por certo teriamos há muito um país diferente.

beijinhos e obrigada pelo teu contributo.
De Didi a 14 de Maio de 2008 às 17:03
De facto estou a ficar viciado neste blog...:) Excelente escrita e excelente descrição das situações que foste passando. Por acaso sempre achei que os africanos eram um mito..... Pelos vistos...... eheheh

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